RUAS, BAIRROS, PRAÇAS, E LOGRADOUROS DE DESCALVADO (DE A à M)

 

RUAS EM CONTO 

(Conto de Luiz Carlindo Arruda Kastein)

O visitante chegou pela Paulo Lauro, descendo na Juvenal de Souza. Dali a pé  atingiu as praças do Centenário e Luciano Esteves onde adentrou ao edifício Dr. Mário de Moura Albuquerque. Tomou um taxi na Barão do Rio Branco para visitar as praças 8 de setembro, Alva Hardie e Regina Antunes. Dali foi ao Núcleo Paulo Almeida e à Escola Helen Keller. Antes de partir passou pela Avenida dos Cambarás, dirigindo-se então à Queda Dom Lino. Você pode não acreditar, mas o visitante está em Descalvado. Veja agora como ficaria esse mesmo texto no linguajar popular: “O visitante chegou pela rodovia Porto Ferreira-Descalvado (Paulo Lauro), descendo na rodoviária (Juvenal de Souza). Dali, a pé,  atingiu as praças que ficam atrás da Igreja (Centenário e Luciano Esteves)  e adentrou ao edifício do Fórum (Dr.Mário de Moura Albuquerque). Tomou um taxi no Jardim Velho (Barão do Rio Branco), para visitar o Ginásio (Praça 8 de Setembro), a praça ao lado da Prefeitura (Alva Hardie), as casas populares do Jardim do Lago (Núcleo Paulo Almeida) e a APAE (Escola Helen Keller). Antes de partir passou pelo Morada do Sol (Avenida dos Cambarás), dirigindo-se então ao Salto do Pântano (Dom Lino)”. Descalvado possui 20 bairros, 19 praças, 14 avenidas e 188 ruas, das quais apenas 11 homenageiam mulheres, as restantes são com nomes de homens, sendo 14 para Josés que só perdem em quantidade para as 17 ruas com nomes de flores, e quase empatam com as 12 com nomes de estados brasileiros. Mas com tantos bairros, ruas e avenidas, pouco sabemos informar aos visitantes. É mais fácil explicar onde mora o “José da Silva”, do que onde fica a rua dos Biris. E para sair da cidade? Seria bom lembrar, que toma-se um destes caminhos: Para Analândia a Benedito Simel, para Porto Ferreira a Antonio B. Paschoal, para Nova Odessa a Guilherme Scatena, para Santa Rita, a José Perna Sobrinho,  para São Carlos a Juvenal Pozzi, para São Paulo a Paulo Lauro e para Pirassununga a Vito Gaia Puoli. E as Praças? É mais fácil a do Ginásio ou 8 de Setembro? Jardim Velho ou Barão do Rio Branco? São Benedito ou Prof. José Ramalho Gabrielli? Ângelo Pinese ou do Ginásio de Esportes? Alva Hardie ou da Prefeitura? Centenário ou detrás da Igreja? Luciano Esteves ou do Fórum? Jardim Belém ou Deolindo Zaffalon? Do Hospital ou Octávio Gabrielli? Do Cemitério ou  Saudade? E você? Conhece a praça Humberto Marcato no Jardim Paraíso? Foi denominada em 1990 e até agora não foi construída. Imagine agora se deixassem para você, um recado nos seguintes termos: “Fui praticar cooper na Luiz Celso Antonio e jogar tênis no Odayr Ferraz.. O Júnior foi jogar basquete no Oswaldo Cardoso e depois deverá bater bola no Felisberto Bortoletto. Creio também que ele não deixará de passar na Marília Worchech para ver o treino dos amigos. Não esqueça de levar a Marisinha para tomar vacina no Rafael Chiarello” Seria em mais fácil assim: “Fui praticar cooper na Praça do Lago e jogar  tênis no CERD. O Júnior foi jogar basquete no Ginásio de Esportes e depois deverá bater bola no campo do CERD. Creio também que ele não deixará de passar no Campo de Santa Cruz para ver o treino dos amigos. Não esqueça de levar a Marisinha para tomar vacina no Posto da Vila Albertina.” Nossos políticos no transcorrer dos tempos homenagearam muita gente com denominações que tomam quase todo   o alfabeto, de Abdalla de Arruda, comerciante em Descalvado a Washington Luiz, estadista brasileiro. A maior honraria coube ao político e jornalista Mário Joaquim Filla que hoje é nome de rua, Escola e do Plenário da Câmara. Depois dele vem José Ferreira da Silva e Coronel Tobias que são nomes de escolas e ruas, e, Celso Aparecido Assoni (“Zangão”), que deu seu nome a uma praça e uma rua. Todos os demais denominaram um único local. Veja quem são os Josés: José Bonifácio; José Bento Pereira, José Branco Dellalibera, José Felipe Elias, José Ferreira da Silva, José Paschoal, José Perna Sobrinho, José Púlici, José Quirino Ribeiro, José Ramalho Gabrielli, José Rischini, José Rodrigues Penteado, José Rufo Tavares e José Sebastião de Paulo. As Marias que normalmente empatam com Josés, colocam nesta lista, somente duas representantes,  que são Maria Grassi, a doce menina que recebeu o Imperador Pedro II na sua visita a Descalvado, morrendo na flor da idade, com apenas 15 anos e Maria Aparecida Fioroni Kastein, que também morreu precocemente com 45 anos de idade e deu seu nome ao Centro de Convivência da antiga estação ferroviária e ao Centro de Hidroterapia e Fisioterapia da APAE. Veja quem são as outras mulheres: Antônia Tenan Schlittler, Dirce Sartori Serpentino, Etelvina da Matta, Marília Worchech Gabrielli, Angelina Spanghero, Renata Salzano Gentil, Rosa N. Romantini, Thereza dos Anjos Puoli,  Helen Keller e  Madre Cecília.  E os Joãos descalvadenses? São sete: João Augusto Cirelli, João Baptista de Carvalho, João Baptista Brambilla, João Fernando Villa, João Gabrielli, João Galetti, João Vendramini. A eles soma-se João XXIII, o Papa, que nos faz lembrar agora os estadistas, que também foram nomeados ruas descalvadenses: José Bonifácio; Presidente Kennedy, Washington Luiz, Pio XII, Barão do Rio Branco, Conselheiro Antonio Prado, D. Pedro II, Siqueira Campos e o escritor Euclides da Cunha.Os pioneiros: Agostinho José Alves de Amorim, Alexandre José de Castilho, José Ferreira da Silva, Tomé Ferreira, Florência Maria de Jesus, Nicolau Antônio Lobo e Joaquim de Oliveira Preto. Os Políticos: Amâncio Penteado, Amasílio Pozzi, Ângelo Paganotto, Barão do Descalvado, Cândido Rodrigues, Carlos Guimarães, Carlos Púlici, Carlito Mayese, Clóvis Faria Ferreira, Deolindo Zaffalon, José Felipe Elias, Henrique Claro Cunha, Hugo Pereira de Abreu, Jayme Regallo Pereira, Jerônimo Zaffalon, João Augusto Cirelli, João Baptista Brambilla, Mário Joaquim Filla, José Quirino Ribeiro, José Ramalho Gabrielli,  Manoel Ferreira Gaio, Milton Thimóteo do Amaral, Odayr Ferraz, Paula Carvalho, Paulo Casati, Paulo Rusca, Pedro Alcântara Camargo, Pedro Guiduli,  Silvio de Abreu e Vicente Tallarico.Um Maestro: Francisco Todescan. Os Coronéis: Antonio Alves Aranha, Arthur Whitaker, Manoel Leme, Rafael Tobias e um Major Francisco B. de Arruda. Os Médicos: Dr. Anastácio Vianna, Dr. Glenan Leite Dias, Dr. Humberto Gabrielli, Dr. Octávio Gabrielli, Rafael Chiarello, Dr. Victório Amadeu Casati.Os Farmacêuticos: Humberto Casati, Carlindo Boller Kastein,  Vito Gaia Puoli e Joaquim Felipe Meziara.Os Advogados: Álvaro Pedro de Souza Casati,  Antonio Luiz Fabiano (Rábula) E Cândido Augusto Rodrigues. Os religiosos: Cônego João Osório, Manoel Alves, Monsenhor João Baptista de Carvalho, Madre Cecília, Padre Jeremias José Nogueira, Padre José Gaspar, Padre Luiz Soriano, Padre Orestes Ladeira. Os Santos: Santa Catarina, Santa Cruz, Santa Cruz das Almas, Nossa Senhora do Belém, Santa Cruz dos Operários, São Benedito, São Carlos, São Jorge, São Paulo, São Sebastião, Nossa Senhora Aparecida. Os Juízes de Direito: Francisco Xavier Machado, Luciano Esteves e Mário de Moura e Albuquerque e Cândido Xavier de Almeida Souza. Um Juiz de Paz: José Rodrigues Penteado. Dois historiadores: Gerson Álfio De Marco e Antonio da Conceição Vicente Adorno. Dois heróis: Guerino Mazzola e Oswaldo Reis mortos na Revolução Constitucionalista de 1932 que deram nome a Avenida Guerino-Oswaldo. Cartorários:  Bezerra Paes, Oscar Ferreira de Carvalho e Jayme Whitaker Penteado. Comerciantes e outros:  de Arruda, Achilles Tognetti, Adolfo Fava, Alberto Sundfeld, Alexandre Borim, Anacleto Pozzi, Ananias Franceschini, Ângelo Cerantola, Ângelo João Rusca, Anselmo Cassamasso, Anselmo Dupas, Antonio Alvarenga, Antonio Bianchi, Antonio Casati, Antonio Cirelli, Antonio Romantini, Antonio Vilella, Benedito Barbosa Adorno, Benvindo Gonçalves Franco, Carlos Mayese, Carlos Alton, Cezar Martinelli, Cid Muniz Barreto, Cosmo Fuzaro, Cyrillo Bortoletto, Dante Sassi, Diamantino Lopes, Egydio Prevatto, Elias Salim Caucabene, Elias Stéfani, Emílio Belli, Emílio Mussolini, Eugênio Nocenzo, Felipe Elias, Fernando Gabrielli, Fernando Zaffalon, Florentino Cereda, Francisco Fernando Faria da Cunha (Catito), Francisco Ravasi, Francisco Ruiz, Geraldo Marchetti, Guilherme Scatena, Henrique Biffi, Julião Moreira, Juvenal Macedo, Lázaro Dresler, Lázaro Thimóteo do Amaral, Luiz Fumagali, Luiz Marini, Luiz Trabasso, Miguel De Falco Netto, Nicola Golla, Nicola Lamano, Octaviano Pinca, Paschoal Gentil, Paulo Roberto Jordão, Pedro Assoni, Pedro Paulo Cazarim, Pedro Paulo Penatti, Pedro Salomão, Pompeu Brambilla, Primo Fachini, Rafael De Falco, Rafael De Marco, Rafael Sabongi, Ricardo Garbim, Ricieri Landi, Romeu Bonitátibus, Roque Francisco, Sebastião Lacerda de Oliveira, Sylvio Sicchirolli, Talet Fabrício, Tertulino Guimarães, Veríssimo Araújo, Vicente Serpentino, Waldemar Jordão e Waldomiro Bueno. Com datas: 15 de Novembro (alusivo à República em 1889), 13 de Maio (abolição da Escravatura em 1888), 22 de Abril (Emancipação Política de Descalvado em 1865), 28 de Fevereiro (criação da Freguesia de Nossa Senhora do Belém em 1844) e a absurda 24 de Outubro que homenageia o golpe militar de Vargas contra a democracia. Esta rua deveria ser redenominada 9 de Julho em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932, que derrubou a ditadura Vargas. Uma curiosidade: Uma única pessoa foi homenageada em vida: Prof. Gilberto de Souza Casati que denominou a antiga “quadra velha”  do CERD que ficava ao lado  do Ginásio. Outra: A homenagem mais tardia foi para Florência Maria de Jesus, que virou nome de praça, somente 162 anos depois de ter doado suas terras, para a Paróquia de Nossa Senhora do Belém. Ainda outra: Duas ruas têm duas denominações: A Barão do Descalvado que muda para Orderigo Gabrielli na altura do Fórum e a Anastácio Vianna que após cortar a Igreja Matriz muda para Amâncio Penteado. Aliás até a década de 30 estas ruas se interligavam. As fotos antigas do arquivo da Câmara mostram a rua cortando a Praça Nossa Senhora do Belém. Saiba agora qual  é o procedimento para denominação de uma rua: a iniciativa  é de Vereador  que através de projeto, contendo o croqui do local a ser denominado, e um currículo do homenageado, encaminha à Câmara. O Presidente, nomeia uma Comissão, composta pelo Prefeito Municipal ou seu representante, o Presidente da Comissão de Justiça e Redação, mais três Vereadores de sua escolha. Esta Comissão, através de votação secreta, decide se o local, oferece condições de receber denominação, e se a pessoa indicada, deve merecer aquela homenagem. Se a Comissão, decidir que não, o projeto é arquivado, se decidir que sim, o projeto receberá uma nova votação secreta, agora de todos os Vereadores. Rejeitado, vai para o arquivo. Aprovado, vai para o Prefeito, que decide, se aceita ou não. Se aceitar, a rua recebe a denominação, se rejeitar (vetar), o projeto volta a Câmara, para que os Vereadores, resolvam sobre o ato do Prefeito. Aí definitivamente, a Câmara decide, se presta ou não a homenagem. Uma tramitação, um tanto quanto complicada. O suficiente para fazer você leitor, pensar duas vezes, antes de colocar a julgamento, o nome de um ente querido, para denominar um próprio municipal. Mais grave ainda, é o problema de se fazer justiça. É tão polêmico o assunto, que muitas cidades, estão optando por  ruas numeradas. Em Rio Claro por exemplo, as ruas recebem números ímpares e as avenidas números pares. Fica facílimo a identificação. Descalvado, já por duas vezes, deixou de homenagear seus munícipes, nos bairros do Jardim Albertina e Parque Morada do Sol, optando a administração, no primeiro, por nomes de estados brasileiros, e no segundo por nomes de flores. Outro detalhe importante. Nenhuma rua pode mudar de nome, a menos que haja um plebiscito em que a maioria da população concorde com a alteração, conforme prevê a Lei Orgânica.

 

RUAS – PRIMEIRAS DENOMINAÇÕES DADAS PELOS VEREADORES (Gérson Álfio De Marco)

 

A primeira Câmara Municipal de Descalvado, empossada em 1º de janeiro de 1866, teve como uma de suas primeiras preocupações a denominação oficial das ruas existentes na Vila, e que até então recebiam denominações populares. Geralmente eram conhecidas pelo nome de seu morador mais popular. Exemplo: Rua do Dr. Meira, já que nela morou nosso primeiro médico: Dr. Francisco Ezequiel de Meira Júnior Na relação abaixo temos as ruas da Vila do Belém do Descalvado, a partir da posse da 1ª Câmara Municipal:

1866 – Rua Boa Vista (José Bonifácio), Rua do Comércio (Guerino-Oswaldo), rua das Flores (Barão do Descalvado), rua do Dr. Meira (José Rodrigues Penteado).

1867 - Rua do Cemitério (José Bonifácio), Rua Nova (Conselheiro Antonio Prado), Rua do José Elias (Barão do Descalvado), Rua do José dos Reis (Guerino-Oswaldo), Rua do Dr. Meira (José Rodrigues Penteado), Tenente Tobias (coronel Tobias), Rua do José Leite Machado (Bezerra Paes), Rua do Vicente de Castro (15 de novembro), Rua da Esperança (Cel. Manoel Leme), Rua Alegre (Cel. Arthur Whitaker), Rua Áurea (José Rodrigues Penteado), Rua da Matriz, Rua do Paisandú, Rua do Riachuelo, Rua do Rua do Antonio de Campos, Rua do José de Góis Claudino.

 

RUAS E LOGRADOUROS PÚBLICOS - HISTÓRICO (colaboradores diversos)

 

ABDALLA DE ARRUDA - RUA - JARDIM BELA VISTA - comerciante. Nascido em 1872, na Síria, Abdalla de Arruda veio para o Brasil no ano de 1912, chegando em Descalvado no dia 8 de setembro desse mesmo ano. Chegando na época dos cassinos e lampiões, Abdalla veio ao nosso país tentar uma vida nova, junto de sua esposa, Bahia de Arruda. Fixou-se como comerciante em Descalvado, pertencendo à classe média de nossa cidade. Teve oito filhos, todos nascidos em Descalvado, sendo sete mulheres e um homem. Apreciava muito o carnaval, que era uma de suas principais diversões. Faleceu em novembro de 1947, estando enterrado no cemitério local. Permanecendo aqui até o final de sua vida, e sendo um dos mais antigos moradores de Descalvado, veio no futuro a merecer o nome de um rua de nossa cidade, a rua Abdalla de Arruda que começa na rua Carlos Mayesi e termina na rua João Fernando Villa, tendo seis quarteirões.

ACÁCIAS - RUA  - PARQUE MORADA DO SOL - nome de flor

ACHILLES TOGNETTI - RUA - JARDIM DO LAGO - eletricitário da Companhia Paulista de Eletricidade, foi proprietário do Serviço de Alto-falantes Descalvado e do Cine São José, depois Umuarama. Casado com Iracema Medeiros Tognetti, teve 7 filhos. Está sepultado no Cemitério Municipal.

ACRE – RUA – JARDIM SÃO CRISTÓVÃO – Nome de Estado

ADOLPHO FAVA - RUA  - BAIRRO SÃO SEBASTIÃO - comerciante. Nascido em 28 de abril de 1886, natural de Caverzere na Itália, filho de Victório Fava e Josefina Pelegrini Fava. Veio para o Brasil no navio Atevitá Savona desembarcando em Santos. Cumpriu as exigências do artigo 149 do Decreto 3.010 de 20 de agosto de 1938, para permanência definitiva em Descalvado, onde abriu uma banca de sapateiro. Humilde, galgou com sacrifícios e dedicação as escalas do progresso na vida comercial, abrindo uma fábrica de calçados na avenida João Pessoa nº 15, atual Guerino-Oswaldo, que recebeu a inscrição nº 88 da Coletoria Federal de Descalvado. Mais tarde se transformaria na Casa Fava, uma das maiores casas de tecidos, calçados e armarinhos. Foi casado em primeiras núpcias com Ordalia Lício Fava com a qual teve 3 filhos, em segunda núpcias foi casado com Margarida Bispo Fava, tendo mais 5 filhos. Faleceu no dia 1º de julho de 1967, estando sepultado no cemitério local.

ADRIANO SERGIO RINALDO – PRAÇA – Lei 2.090 de 1º de março de 2.001 de autoria do Vereador Silvio Bellini. Dr. Adriano como era conhecido foi Advogado na Comarca de Descalvado, fundador e Presidente da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil e da Associação dos Advogados de Descalvado. Faleceu precocemente no ano de 1.995 estando sepultado em nosso cemitério municipal. A Praça Dr. Adriano Sérgio Rinaldo está localizada na confluência das ruas 24 de outubro, Felipe Giangolla, Waldomiro Bueno e João Galetti entro o Bairro de Santa Cruz dos Operários e a Vila Municipal.

AGOSTINHO JOSÉ ALVES DE AMORIM - RUA - CENTRO (lei nº 13 de 06/09/54. Antes era conhecida como Rua da Linha Férrea - pioneiro - um dos primeiros colonizadores. Era catarinense, nascido no ano de 1789, veio só em 1809 com seus cabedais. Adquiriu a Fazenda Caridade com 1350 alqueires paulistas. Lutou muito pela Emancipação Política de Descalvado, para separar nossas terras do jugo dos políticos de Araraquara. Faleceu com 77 anos, no ano de 1864, um ano antes de nossa Emancipação Política e está sepultado, provavelmente em terras onde hoje está edificada a Igreja Matriz. Antes de morrer em ato exemplar, doou todos seus havres para um de seus escravos, de nome João da Nação.

ALBERTO SUNDFELD - CENTRO COMUNITÁRIO - BAIRRO STA CRUZ - comerciante - proprietário da Relojoaria Rubi.  Como Presidente do Rotary Club incentivou a fundação da Telefônica Descalvado que implantou na cidade a discagem automática e da qual foi o primeiro presidente. Foi também o primeiro presidente da Comissão Municipal de Turismo, mandando construir o mirante e a escadaria do Salto do Pântano.

ALBINO VICENTE SICCHIROLI – RUA – PARQUE MILÊNIO – Lei 2.047 de 18/10/2.000 de autoria do Vereador Flavio Luiz Ancetti. Foi bancário, esportista, diretor de diversos clubes sociais e esportivos, participante ativo de movimentos filantrópicos.

ALCIDES TIENGO – RUA – JARDIM DO LAGO – Lei nº 1940 de 03/12/99 de autoria do vereador Luiz Antonio do Pinho – Agricultor e Avicultor.

ALFEO TODESCAN (DR.) – CENTRO ODONTOLÓGICO – Lei 1.950 de 08/12/99 do vereador Edevaldo Benedito Guilherme Neves. Dentista de renome, Músico, Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Descalvado.

ALEMANHA – RUA – PORTAL DOS COQUEIROS – Nome de país.

ALEXANDRE BORIM - RUA - BAIRRO SANTA CRUZ – motorista.

ALEXANDRE  JOSÉ DE CASTILHO - RUA - BAIRRO JARDIM BELÉM - Lei nº 15 de 13 de março de 1964. Alexandre José de Castilho foi um dos primeiros habitantes da nossa região. Nasceu no Estado de Minas Gerais. Em 1820 adquiriu a Fazenda Nova, e depois a Fazenda Areia, que mais tarde vendeu para José Ferreira da Silva, terras onde hoje está Descalvado. Foi casado com Anna Ignácia de Jesus, com a qual teve diversos filhos, sendo um deles João José de Castilho que era casado com Leonor Simão de Castilho que era filha de José Simão Monforte e Guilhermina Martins Júnior. Alexandre José de Castilho e sua mulher faleceram em Descalvado e aqui estão enterrados, não sabemos a data, mas com certeza já não viviam em 1889, quando da Proclamação da República.

ALFAZEMAS – RUA – PARQUE MORADA DO SOL – Nome de flor.

ALVA HARDIE - PRAÇA PÚBLICA - JARDIM BELÉM - Ministro da Igreja Presbiteriana de Descalvado, de nacionalidade norte-americana. Veio para o Brasil no ano de 1900 e depois de um curto período de estudo da língua iniciou o ministério que se estendeu por 44 anos. Trabalhou durante alguns anos em São João Del Rey e outros lugares em Minas Gerais. A Missão o colocou em Campinas no velho Colégio Internacional mas não gostou do trabalho educacional. Gostava de viajar e pregar o evangelho. Morou em Descalvado por quinze anos onde em 1913 fundou e foi diretor do jornal mensal “O Evangelista”, editado  por  Sebastião Lacerda de Oliveira, na Tipografia Nova, com uma circulação de 10 a 12 mil exemplares que eram distribuídos pelo Brasil, África e Angola. Em Descalvado fundou a Igreja Presbiteriana em 02 de abril de 1.910 e  ergueu o Templo Presbiteriano localizado na esquina da Avenida Guerino-Oswaldo com rua Dr. Amâncio Penteado, demolida em 1947. Ergueu também templos nas cidades de Limeira, Araras e Leme dentre outras. Em 1924 depois de férias nos Estados Unidos fixou residência  em Patrínio, Minas Gerais onde iniciou a fase mais abençoada de seu longo ministério no Brasil. Nesse tempo havia pequenos grupos de crentes em Patrocínio, Serra do Salitre, Carmo do Paranaíba, Patos de Minas, Paracatu e Estrela do Sul, mas eles recebiam visitas pastorais somente uma vez por ano e as vezes nem isto. Harvie formou sete pastores e mais que uma dúzia de evangelistas leigos e grande número de igrejas, congregações e pontos de pregação. Ele era um verdadeiro “Bandeirante da Fé”, nas palavras de Maria de Melo Chaves. Ninguém pode avaliar quanto este grande servo do Senhor sofreu de perseguições, de longas, fatigantes e até perigosas viagens no lombo de um burro. Era admirável a calma e até alegria com que suportou tudo. Certa vez durante um período de intensa perseguição em Rio Parnaíba ele estava pregando no templo quando inimigos jogaram uma bomba no telhado. Cacos de telhas caíram nos crentes e todos se assustaram e queriam fugir, mas Alva Hardie acalmou todos e serenamente continuou o culto até o fim. Um dia ele distribuía evangelhos de casa em casa na cidade de Monte Carmelo. Depois de chegar até o fim de uma rua olhou para traz e viu o Vigário do lugar indo de casa em casa colhendo estes evangelhos para os queimar. Hardie ficou parado, fitando o seu adversário, até que chegasse perto. Quando o Vigário passou para a outra rua ele calmamente continuou semeando a palavra. As vezes quando Hardie voltava de uma longa viagem de evangelização no campo, sua dedicada esposa, Dona Kate reunia evangelistas em sua casa para um almoço para celebrar sua chegada. Essas horas eram de muita alegria. Ele contava com exuberante bom humor os incidentes mais interessantes da sua viagem, fazendo rir os seus filhos Helena e Carlos e a todos. Em 1932, Hardie começou outro abençoado período do seu trabalho missionário em Uberlândia. Encontrando com um Ministro de outra Igreja que tinha trabalhado sem frutos em Uberlândia, este lhe avisou que seria inútil trabalhar lá porque nada conseguiria. Mas ele foi e começou uma animada Igreja. Já existia um pequeno grupo de crentes Presbiterianos nessa cidade mas o trabalho tinha desenvolvido pouco. Mas em pouco tempo um ótimo terreno foi comprado e um grande templo construído, transformando-se em forte e animada Igreja. Hardie era grande construtor de templos, edificando mais que vinte durante o seu ministério no Brasil. Seu último período de serviço foi em Araxá onde também construiu um bom templo e desenvolveu grandemente o trabalho. Depois de 44 anos de abençoado trabalho no Brasil, ele voltou com sua esposa para os Estados Unidos. Mas seu coração ficou no Brasil e passou seus últimos anos orando pelo trabalho que amava tanto e escrevendo aos colegas e amigos. Hardie foi abençoado com uma forte e atraente personalidade que deixou uma impressão indelével. Tinha espírito alegre e uma fé simples que nunca vacilou. Pregava o eterno evangelho com animação e entusiasmo. Todas as classes gostavam de suas pregações e muitos das centenas de crentes que ele recebeu em profissão de fé o lembram com emoção.  Suas pregações eram cheias de ilustrações que lhes deram vida e habilitaram os ouvintes a lembrá-las com facilidade. Ele recebeu muitas honras da Igreja Presbiteriana do Brasil, que ele amava com paixão. Durante muitos anos se conservou com membro do Presbitério de Minas e ao mesmo tempo membro da Missão West Brasil. Teve a honra de ser Presidente do Supremo Concílio. Os seus colegas tanto na Missão como na Igreja Nacional o estimavam de coração. Faleceu com 82 anos na casa de sua filha Lucita em Miami, nos Estados Unidos no dia 17 de outubro de 1955.

ÁLVARO PEDRO DE SOUZA CASATI (Dr.) - RUA - BAIRRO NOVO SÃO SEBASTIÃO - advogado, funcionário da Prefeitura Municipal de Descalvado.

AMÂNCIO PENTEADO (Dr.) - RUA - CENTRO - advogado. Assim denominada por lei de 1902.  Antes Rua do Antonio de Campos, depois rua da Matriz em 1867 e Avenida Tomé Ferreira pela lei 86 de 02/07/14, depois rua do Antonio de Campos. Dr. Amâncio Guilhermino de Oliveira Penteado, nasceu em 1858 nesta cidade de Descalvado, filho de Sebastião de Oliveira Penteado e neto de Manoel de Oliveira Aranha um dos primeiros habitantes desta terra, aqui chegando por volta de 1820. A vida desta família foi totalmente voltada a política descalvadense. Seu pai Sebastião de Oliveira Penteado foi Vereador na 2ª Legislatura do tempo do Império, de 1869 a 1872. Seu irmão Alexandre Herculano de Oliveira Penteado foi Agente Executivo de 1906 a 1907 e Prefeito Municipal em 1908 e 1909. A vida do Dr. Amâncio Penteado não foi diferente. Pertenceu à Câmara Municipal no período republicano durante a 1ª legislatura de 1892 a 1896, na 2ª legislatura de 1896 a 1899, na 7ª legislatura de 1911 a 1914 e na 8ª legislatura de 1914 a 1917. Foi  Presidente da Câmara Municipal no período de 1892 a 1898.  Era advogado e residia na rua Barão do Descalvado, onde atualmente está localizado o Hotel Descalvado. Faleceu em 28 de maio de 1923, com 65 anos de idade e está sepultado no cemitério local.

AMASÍLIO POZZI - RUA - JARDIM PAOLA - Prefeito Municipal. Foi o quarto filho do casal Anacleto Pozzi e Rosa Del Puerto Pozzi. Nascido aos 9 de setembro de 1907 em Pirassununga e falecido na cidade de São José do Rio Pardo em 1º de abril de 1987 com 79 anos, vítima de arteriosclerose. Seu corpo repousa no Cemitério Municipal de Descalvado. Casado em primeiras núpcias com Adelina Gabrielli Pozzi com quem teve um filho. Viúvo casou-se com Ermelinda Giangola Pozzi e em terceira núpcias com a Professora Hilda Machado de Almeida Pozzi. Estudou e formou-se contador na cidade de Rio Claro, ajudando na administração das diversas propriedades da família. Foi prefeito de Descalvado de 1942 a 1944, quando pelo decreto nº 108 de 28 de março de 1944 criou a Biblioteca Municipal. Transferiu depois sua residência para a cidade de Cornélio Procópio  no estado do Paraná, cooperando ainda na administração das propriedades da família naquele estado.

AMAZONAS - RUA - JARDIM ALBERTINA - Estado brasileiro

AMBROZIO PIEROBOM – RESERVATÓRIO DE ÁGUA DO JARDIM BELÉM – Funcionário Municipal

ANACLETO POZZI - RUA - JARDIM COLONIAL - proprietário rural. Nascido em Milão, Itália, aos 2 de abril de 1876, falecido nesta cidade de Descalvado em 27 de julho de 1961, com 85 anos. Filho de Gaetano Pozzi e Amalia Brambilla Pozzi (imigrantes nº 1, como consta no Livro nº 1 do Consulado Italiano em São Paulo, datado de 17 de janeiro de 1882) primogenito do casal, veio com cinco anos de idade. Adentrou com seus familiares as matas descalvadenses até a Fazenda Jaguarandí, onde foi lavrador por muito tempo. Transferiu-se para Pirassununga, ainda como lavrador, tornando-se depois proprietário rural. Casou-se com Rosa Del Puerto Pozzi, de nacionalidade espanhola, com quem teve dez filhos, todos nascidos em Pirassununga. Voltaram para Descalvado em 1921, onde adquiriram a Fazenda Santa Maria. Lavrador e administrador, trabalhou com dedicação e honestidade, adquirindo outras propriedades como a Fazenda Jaguarandi que até hoje pertence a seus descendentes.

ANANIAS FRANCESCHINI - RUA - BAIRRO NOVO JARDIM BELÉM - pecuarista. Nasceu no município de Pirassununga, no dia 6 de março de 1927, no Sítio Santo Antônio. Em 1952, casou-se e veio para Descalvado, residir na Fazenda São Pedro, tornando-se pecuarista. Em 8 de março de 1981 passou a residir na cidade. Faleceu em 9 de junho de 1987, estando sepultado no cemitério municipal

ANASTÁCIO VIANNA (DR.) - RUA  - CENTRO - médico - vereador e presidente da Câmara. Lei 32 de 9/8/48. Antes rua Antonio de Campos e Dr. Amâncio Penteado. No início do século a rua Dr. Amâncio Penteado que começava na via férrea, cortava a frente da Igreja Matriz e dava seqüência em direção ao sul da cidade.  A Praça foi reformada, mas a rua Dr. Amâncio Penteado apesar de interrompida continuou a ter a mesma denominação em toda sua extensão. Somente em 1948 a  Câmara Municipal  pela lei nº 32 de 9 de agosto de 1948 denominou Dr. Anastácio Vianna o trecho da Amâncio Penteado a partir da Igreja Matriz. Dr. Anastácio Vianna, era filho de Luiz José Vianna. Nasceu em 21 de janeiro de 1855 na cidade do Rio de Janeiro. Depois de formado viajou para a França onde em hospitais gauleses especializou-se em clínica geral e moléstias dos ouvidos, olhos e garganta. Pelos idos de 1890, estabeleceu-se em Descalvado, com consultório médico, casando-se com Olívia Paes Vianna que era filha do cartorário Antonio Augusto de Bezerra Paes, vindo a residir na rua Barão do Descalvado, entre as ruas Bezerra Paes e Coronel Rafael Tobias. Foi também poeta.  Segundo o Prof. Gerson Álfio De Marco, “trazia ele  consigo uma bem melódica lira. Positivista, amigara-se com os pontífices da escola comtiana no Brasil e com os quais se carteava; literato era amicíssimo de Alberto de Faria, o imortal. Romântico ainda, mas com o parnasianismo, dominante então, pronto para arrebatar-lhe o plectro e, dentro das duas escolas e da temática do tempo, ele versejou com firmeza e até com certo encanto. Deixou sua arte, no  soneto intitulado “Dolorosas” que são genuflexadas turibulações à dor materna”. Também no poema “Filha Morta” chorando a morte de sua filha Landa que faleceu, vítima de pneumonia lobar com apenas  18 meses. Com a morte da filha tornou-se ateu convicto. Como político começou no Conselho de Intendência, no período de 13 de abril de 1891 a 14 de agosto do mesmo ano. Neste mesmo período foi  o Presidente do Conselho. Como Vereador participou da 1º Legislatura de 1892 a 1896, da 7ª Legislatura de 1911 a 1914 e da 8ª Legislatura de 1914 a 1917. Foi eleito diversas vezes Presidente da Câmara no período de 1911 a 1916. Faleceu em Descalvado, no dia 2 de setembro de 1938, com 83 anos, vítima de edema pulmonar, estando sepultado no cemitério municipal no jazigo nº 30 da quadra K, ao lado da filha Landa e da  esposa Olívia, esta falecida em 10 de julho de 1944.

ANGELINA SPANGHERO - RUA  - BAIRRO SÃO SEBASTIÃO - parteira. Angelina Spanghero era casada com Francisco Spanghero, com a qual teve quatro filhos. Nasceu na Itália e de lá veio para Descalvado onde exerceu a profissão de parteira, enquanto suas condições físicas permitiram.

ÂNGELO CERANTOLA - RUA - JARDIM COLONIAL - sitiante

ÂNGELO JOÃO RUSCA - RUA - JARDIM DO LAGO - comerciante. Recebeu esta denominação pelo decreto municipal nº 1039 de 25 de outubro de 1982. Ângelo João Rusca era filho de Cyrilo Rusca e Pierina Astorce Rusca, casou-se com Lázara Henklein com a qual teve cinco filhos. Foi o fundador da empresa funerária de Descalvado, e também zelador da Vila São Lázaro, retiro que cuidava dos leprosos, daí ter recebido o apelido de “Pai dos Pobres”. Nasceu no dia 8 de novembro de 1895 e faleceu no ano de 1931, vítima de cirrose.

ÂNGELO PAGANOTTO - RUA - VILA MELKI - Vice-prefeito Municipal eleito para o mandato de 1956/1959, acabou assumindo a Prefeitura com a renúncia do titular Dr. Jayme Regallo Pereira, no seu último ano de mandato.

ÂNGELO PINESE - PRAÇA DEFRONTE GINÁSIO DE ESPORTES - comerciante

ANSELMO CASSAMASSO - RUA - JARDIM PARAÍSO - ferroviário.

Anselmo Cassamasso nasceu em Limeira, no dia 23 de março de 1910. Começou a trabalhar como Servidor na Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Em 2 de fevereiro de 1931, passou a ocupar o cargo de Feitor no Horto Florestal da Aurora em Descalvado, sendo depois transferido para o Horto Florestal do Bom Retiro. Em 1º de fevereiro de 1962 foi promovido a Encarregado do Horto. Foi casado em primeiras núpcias com Nair Miranda com a qual teve cinco filhos. Depois casou-se com Ordália Glórinha Colombo, tendo mais seis filhos. Aposentou-se em 9 de agosto de 1967, após 36 anos de serviço. Faleceu no dia 10 de março de 1988, com 78 anos de idade, estando sepultado no cemitério municipal. Sua maior diversão era a pescaria, tendo construído muitos ranchos principalmente às margens do rio Mogi-Guaçu. Dedicou toda sua vida em prol do esporte, tendo montado um time de respeito no Horto Bom Retiro. Foi diretor do Clube Esportivo e Recreativo Descalvadense, auxiliando na construção de sua praça de esportes. Seu nome transformou-se em rua pela lei 1016 de 29 de março de 1990, de autoria do Vereador Antonio Luiz Marcos, sancionada pelo Prefeito Mauro Benedito de Lima.

ANSELMO DUPAS - RUA - JARDIM BELA VISTA - proprietário rural. Nascido em 17 de abril de 1870 em Lourdes na França, foi registrado como Antoine Joseph Anselmo, filho de Jean Dupas e Jeanne Pey. Deixou seu país com destino à Argentina entre os anos de 1886 e 1887. Durante a viagem de navio, que durou de 50 a 60 dias, conheceu um fazendeiro de São Paulo, de nome José de Faria, proprietário da Fazenda Itararé, no município de São Carlos, que ao desembarcar em Santos, deu-lhe seu endereço para que o procurasse em caso de necessitar de auxílio. Deslocando-se da Argentina para o Rio Grande do Sul, trabalhou por vários anos na localidade denominada Santa Maria da Boca do Monte, próxima a Pelotas. Resolvido a vir para São Paulo, procurou o Sr. José de Faria, que lhe arrumou serviço em sua fazenda, da qual veio a ser administrador. Vendida essa propriedade, mudou-se para Américo Brasiliense, estabelecendo-se com uma Panificadora e casando-se em 1889 com Antônia Prósperi. Posteriormente, voltou a São Carlos, para desta vez, residir em terras de propriedade do Sr. Elisiário Penteado, conhecidas como  “Fazendão”,  grande latifúndio dividido em partes, uma das quais, Estação Babilônia, onde se fazia o embarque de café e onde se firmou com um armazém de secos e molhados. Veio então para a Fazenda Monte Sinai em Descalvado, depois para a fazenda Brejão, conservando o mesmo ramo de negócios. Preocupado com a educação dos filhos, manteve em sua residência, de início, como professor o Sr. Luciano Barbosa, e mais tarde o Sr. José Debone, para alfabetizá-los e instruí-los. À medida que se tornavam adolescentes encaminhava seus filhos para colégios, os rapazes em Campinas, as moças em São Paulo. Comprou depois a Fazenda Pouso Alegre, pagando a metade de seu valor, ficando o restante para saldar com o resultado de mais ou menos quatro safras de café. Porém uma geada violenta no ano de 1921, queimou todos os cafezais da região. Em conseqüência, aceitou o convite do então Senador da República, Dr. Ignácio Uchoa, e fixou-se (já pai de onze filhos, dois mortos prematuramente), na Fazenda Tamandaré, por aproximadamente cinco anos, mantendo aí como professora de seus filhos, Odete Lício. As mercadorias necessárias ao seu armazém, vinham de Campinas (da firma João Jorge Figueiredo dentre outras), de São Paulo (da firma Minete & Gamba dentre outras) e de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. Essas mercadorias vinham como carga pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro e para evitar o pagamento de armazenagem dessa Companhia, que era muito caro na época, eram guardadas em imóveis alugados, e daí, na medida das necessidades, seguiam para a fazenda em carroças. Em 1926 transferiu seu estabelecimento para Descalvado, situando-o primeiramente à Rua Coronel Manoel Leme e finalmente à Avenida Coronel Rafael Tobias. No ano de 1927 perdeu sua esposa. Faleceu no dia 26 de novembro de 1937.

ANTONIA TENAN SCHLITTLER (PROFª) - ESCOLA MUNICIPAL - CENTRO (SESI) - professora de português, lecionou no Instituto de Educação José Ferreira da Silva. Foi casada com o Prof. Antonio Schlittler com quem teve três filhas. Faleceu com pouca idade. Seu nome denominou a unidade escolar municipal, onde funcionam o Centro Educacional do SESI e a Escola Oito de Setembro.

ANTONIO ALVARENGA - RUA - BAIRRO SÃO SEBASTIÃO - fazendeiro

ANTONIO BENEDITO PASCHOAL - VIA DE ACESSO PORTO FERREIRA - motorista

ANTONIO BIANCHI - RUA - VILA FREITAS – fazendeiro. Antonio Bianchi nasceu no dia 29 de novembro de 1862 e morreu em 21 de agosto de 1938. Morreu de arterioesclerose e sincope cardíaca. Está enterrado em nosso cemitério municipal na sepultura 1 da quadra E2.

ANTONIO CARLOS BRANDÃO – AVENIDA – PARQUE MILÊNIO – Lei 2.057 de 7 de novembro de 2.000 de autoria do Vereador Luciano Laurindo Feliciano que denominou a antiga Avenida Um do Parque Milênio. Antonio Carlos Brandão nasceu em Descalvado no dia 11 de maio de 1944, filho de Antonio Teixeira Brandão e Margarida Clara Tiburcio. Foi escriturário na Celite por 17 anos, depois foi funcionário municipal da Prefeitura de Descalvado, onde aposentou-se no cargo de leitor de hidrômetro. Casou-se com Cacilda Cassamasso Brandão com quem teve 2 filhos, Bruna e Breno Brandão. Faleceu no dia 4 de outubro de 1997, estando sepultado em nosso Cemitério Municipal.

ANTONIO CASATI - RUA - VILA SÃO JORGE - comerciante. Antonio Casati, era italiano, natural de Arcore - Milão. Veio para o Brasil em 1873, com a idade de dezenove anos. Foi casado com Henriqueta Casati, tendo dessa união oito filhos. Veio como imigrante, indo trabalhar em uma propriedade rural de Plínio Castro Prado, onde ficou algum tempo. Depois mudou-se para Descalvado, instalou um armazém de Secos e Molhados, que era muito procurado pelos trabalhadores da zona rural. Depois adquiriu a Fazenda São Pedro, com mais de 500 alqueires, iniciando a compra e venda de terras, exceto as próprias para o plantio de café, que mantinha, dando início ao cultivo, que na época tinha muito valor. As fazendas Batalha, São Clemente, São Domingos, São José e Grama, foram de sua propriedade. Muito conhecido e estimado pelo povo descalvadense, foi grande incentivador das festas em louvor a Padroeira Nossa Senhora do Belém e a Santo Antonio de quem era muito devoto. Terminou seus dias em sua residência, onde hoje se localiza a Sede Social da Paróquia.

ANTONIO CELSO MARTINS – RUA – RECANTO DOS IPÊS – Lei 1936 de 03/12/99 do vereador Luciano Laurindo Feliciando. Policial Militar em Descalvado morreu no exercício do dever.

ANTONIO CIRELLI - RUA NO JARDIM CAMBARÁ - comerciante. Antonio Cirelli, filho de Jerônimo Cirelli e Ângela Morenine Cirelli, imigrantes italianos, nasceu em Santa Cruz das Palmeiras, neste estado, no ano de 1900. Ainda pequeno mudou-se para Descalvado, juntamente com seus pais e irmãos, que eram lavradores. No ano de 1934, já casado, desligou-se de seus familiares e foi com sua esposa e filhos aventurar trabalho por contra própria, arrendando terras e fazendo fretes com carroças em todo o município. Na década de 40, já comercializava carvão vegetal, na época utilizado como combustível para fogões de cozinha e também em algumas industrias. Este ramo de negócio foi bastante promissor para ele, que acabou sendo grande produtor e fornecedor para o município e a capital paulista. Usava como principal meio de transporte a Companhia Paulista de Estrada de Ferro, que por sinal, era também sua cliente, usando a lenha como combustível em suas locomotivas. Com a chegada do gás para cozinha e do óleo combustível, seus negócios começaram a fracassar. Na década de 50, tornou-se comerciante e viajante, conhecedor de grande parte do interior brasileiro. Ainda nesta época estabeleceu-se com uma casa comercial em Descalvado, o conhecido bar  “Buraco da Onça”, ao lado da Casa Popular, principal ponto de encontro, com café e jogo de sinuca. No final desta década, já com seus quatro filhos, fundou uma pequena indústria de cutelaria e artefatos de metal, hoje conhecida internacionalmente como Indústria de Implementos Avícolas e Agrícolas “Irmãos Cirelli Ltda”. Em 1963 veio a falecer, sendo sepultado no cemitério municipal.

ANTONIO DA CONCEIÇÃO VICENTE ADORNO - Praça - Jardim Colonial -  Funcionário público Municipal - Lei 1513 de 14/02/1995. Antonio da Conceição Vicente Adorno, foi funcionário público municipal por mais de 40 anos, exercendo a função de Secretário Municipal e depois Chefe de Gabinete. Foi historiador, fundador do Clube Esportivo e Recreativo Descalvadense e da APAE - Associação de Pais e Amigos do Excepcional, tendo ainda participado de diversas outras entidades beneficentes, sociais e culturais. Casado com Hermínia Tallarico Adorno, teve 6 filhos.

ANTONIO GARBUIO – Rua – Distrito Industrial Fernando Gabrielli – Lei 2.119 de 22 de maio de 2.001 de autoria do Vereador Antonio Carlos Reschini – Avicultor, sua família tinha propriedade rural no local conhecido como Tamanduá. Com o loteamento da área deu-se a expansão do Bairro e a criação do Distrito Industrial.

ANTONIO LUIZ FABIANO (DR.) - RUA - VILA BRASIL - Rábula. Lei nº 26 de 12 de agosto de 1966 do Prefeito José Ramalho Gabrielli. Antonio Luiz Fabiano, embora não tivesse cursado faculdade, foi advogado dos mais conceituados em Descalvado, nas décadas de 20 e 30. Residia na Rua Bezerra Paes, onde hoje é a Relojoaria Rubi. Natural de Minas Gerais, veio muito jovem para Descalvado, onde consorciou com Dona Ambrosina de Arruda Campos, de tradicional família descalvadense. Inteligência fúlgida, logo se dedicou ao jornalismo e ao ensino. Durante muitos anos, escreveu para os semanários locais, mormente para  “A Gazeta de Descalvado”  que foi de sua propriedade. De sua pena saíram artigos de embate e crônicas magníficas sobre as coisas e os homens de Descalvado. No setor do Magistério foi de grande renome, entre nós. Talento de eleição, embora não formado em advocacia, advogou em Descalvado por muitos anos, com a mesma categoria os maiores causídicos do tempo, devendo lembrar-se que homens de grande saber jurídico existiam, então, em Descalvado. Antes de se retirar para a Capital do Estado, onde veio a falecer, ocupou em nossa Comarca, como interino, o cargo de Promotor Público, onde encontrou ele, campo propício para elevar seus conhecimentos jurídicos. Antonio Luiz Fabiano foi também magnífico orador, tendo pronunciado grandes peças oratórias, que no tribunal do júri, quer nas grandes solenidades e festas comunais.

ANTONIO LUIZ MARCOS – RUA – RECANTO DOS IPÊS – Lei 1.914 de 09 de novembro de 1.999 de autoria do Vereador Luciano Laurindo Feliciano. Professor e Vereador por duas legislaturas, tendo ocupado os cargos de 2º Secretário e Vice-Presidente da Câmara Municipal. Funcionário da Usina Ipiranga de Açúcar e Álcool e esportista  tendo jogado futebol pelo Agrindus e Clube Esportivo e Recreativo Descalvadense.

ANTONIO ROMANTINI - RUA - VILA BRASIL - motorista de taxi. Antonio Romantini era filho de Francisco Romantini e Rosa Nhanharelli Romantini. Nasceu em Descalvado no dia 30 de janeiro de 1927 e faleceu em 27 de junho de 1972 em um acidente automobilístico. Casado com Ana Fakhani Romantini, teve dois filhos.

ANTONIO VILELLA - RUA - BAIRRO SANTA CRUZ - comerciante, proprietário de armazém onde está hoje a Escola de Datilografia Descalvado, na esquina das ruas José Bonifácio com Cel. Arthur Whitaker.

ANTÚRIOS - RUA - PARQUE MORADA DO SOL - flor

ARLINDO HORÁCIO GABRIELLI – RUA – JARDIM RICARDO CESAR – Lei 1.933 de 03/12/99 do vereador Antonio Carlos Reschini – Industrial e Bancário trabalhou na agência do Banco Moreira Salles depois Unibanco de Descalvado.

AURORA - HORTO FLORESTAL E BAIRRO RURAL. Nascido da construção do ramal de Aurora, em fins do século XIX e centralizando, por isso mesmo e, pouco depois, por razões comerciais, inúmeras propriedades agrícolas, com suas grandes populações, foi em tempos idos, o maior centro de convergência do vasto território rural de Descalvado. Antes de findar o século XIX, diversos fazendeiros descalvadenses, numa forte união de idéias e de dinheiro, constituíram o capital com que puderam construir os 14 quilômetros de ferrovia, de bitola estreita, ligando a sede urbana a importantíssimas fazendas de então e através do ponto terminal da mesma, precisamente na estação de Aurora.

E o bairro no transcorrer dos anos foi tomando maior importância. Cândido Chaves dos Santos, o Cândido Baiano, abriu venda no local, casa de comércio de secos e molhados, ferragens, material de construção, tecidos, armarinhos, material escolar e outros e que, por diversas décadas, forneceu os habitantes das grandes fazendas circunvizinhas, entre as quais, Monte Alverne com seus 600.000 pés de café; Ibijuba, Santa Maria e Bela Aliança. Ao Cândido Baiano, sucedeu seu filho, Segismundo Chaves dos Santos, o Dudu Baiano, na tradicionalíssima venda de Aurora, com seus muitos caixeiros (cerca de 10 ditos) e com seu notável movimento, nos anos do apogeu da cafeicultura em nossa terra e no Brasil. Com a decadência desta, essa velha casa comercial de nossa terra começou a declinar em sua importância local, isto porque,com o fenômeno do declínio cafeeiro. as fazendas foram se despovoando; e tal foi o êxodo de trabalhadores rurais, por causa disso, que a velha venda de Cândido e Dudu Baiano deixaram de existir com toda a imensa carga de tradições. Por volta de 1940, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro plantou, nas imediações da estação, centenas de milhares de eucaliptos, constituindo o Horto Florestal de Aurora. No final da década de 50, foi extinto o ramal de Aurora, e assim o velho bairro descalvadense sentiu uma maior decadência.

AZALÉAS - RUA - PARQUE MORADA DO SOL - flor

BAHIA - RUA - JARDIM ALBERTINA - Estado brasileiro

BARÃO DO DESCALVADO - RUA - CENTRO. José Elias de Toledo Lima - Vereador e Barão - Antes teve duas denominações: Rua das Flores (1867) e Rua do José Elias como referência a José Elias de Toledo Lima que nela residia. Nascido em Mogi-Mirim no ano de 1816, filho de Antonio Aranha de Camargo e Maria Gertrudes de Toledo. Casou-se em sua terra natal com Ana Leduína da Cunha, em 23/07/1849, vindo então para Descalvado, onde comprou fazenda e prosperou. Fez parte da 1ª Legislatura não retornando mais à vereança. Responsável  pela construção da nova estrada para São João do Rio Claro, a cuja comarca pertencia Descalvado. Foi dele a maior contribuição para o aumento da primitiva capela de José Ferreira da Silva.  Em 23 de dezembro de 1887, foi elevado ao baronato. Era tio das baronesas de Paranapanema, Pirapitingui e Ibitinga. Faleceu em Descalvado no dia 30 de maio de 1894, estando sepultado no Cemitério Municipal.

BARÃO DO RIO BRANCO - PRAÇA - CENTRO (JARDIM VELHO) - Lei 47 de 16/04/03. Dr. José Maria da Silva Paranhos Júnior, diplomata brasileiro. Os historiadores que se interessaram pelo nosso passado municipal e a documentação existente na Prefeitura de nossa terra, assim como a lembrança dos descalvadenses mais antigos, afirmam ser o primeiro nome do batismo de nossa atual Praça Barão do Rio Branco, antigo Largo do Rosário, pelo fato de haver no local, uma capela mariana dedicada à devoção de Nossa Senhora do Rosário, cujo ano de inauguração é ignorado. Dom Lino Deodato, Bispo de São Paulo, e de nossa  Paróquia, em 1887, passou provisão de licença da referida capela e, nela, e em seus arredores, eram sepultados os Irmãos, da Irmandade do Rosário.           Com o advento da República, em 1889, o velho logradouro descalvadense passou a se chamar Praça da República, nome que perdurou até o ano de 1903, quando a Câmara Municipal do tempo, por força da lei nº 47 do dia 17 de abril do mesmo ano, mudou a denominação anterior pela de Praça Barão do Rio Branco, em homenagem ao grande vulto da diplomacia brasileira, daqueles tempos, José da Silva Paranhos, o nosso extraordinário Barão do Rio Branco. Nessa Praça, batizada pela voz do povo de Jardim Velho, em contraposição ao Jardim da Praça Nossa Senhora do Belém, existem quatro antigas e copadas figueiras, que fazem o encanto dela e, além disso, um velho e encantador coreto e um chafariz, inaugurados em 15/11/1900, construídos  pelo construtor português radicado em Descalvado, José Martins Pimenta, embelezando esse local tão aprazível de nossa terra. A Praça Barão do Rio Branco é, dentro da paisagem urbana de Descalvado, uma das mais formosas e das mais amadas pelos descalvadenses.

BEGÔNIAS - RUA - PARQUE MORADA DO SOL - flor

BENEDITO BARBOSA ADORNO - RUA - JARDIM DO LAGO - fazendeiro - dono da Fazenda Santa Eulália.

BENEDITO SIMEL - RODOVIA DESCALVADO/ANALÂNDIA - sindicalista. Fundou e foi Presidente durante muitos anos do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Descalvado.

BENVINDO GONÇALVES FRANCO - RUA - JARDIM COLONIAL. Benvindo Gonçalves Franco era descendente de portugueses, foi tesoureiro geral da Câmara Municipal por 23 anos e um dos fundadores da Santa Casa de Misericórdia de Descalvado. Proprietário rural em Descalvado, trouxe pessoalmente, em carro de boi de sua propriedade, conduzido pelo negro escravo Estevão, a imagem de Nossa Senhora do Belém de  Rio Claro para Descalvado, no final do século XIX. Era casado com uma mineira, Maria Theodora da Purificação, com quem teve dez filhos.

BEZERRA PAES - RUA - CENTRO - cartorário - Inicialmente rua do José Leite Machado, depois rua do Descalvado por lei de 1867. Em 22 de março de 1890 sua denominação muda para rua Francisco Glycério. Em 11 de outubro de 1892 passa a denominar-se Bezerra Paes, por indicação dos Vereadores Francisco Cardoso e Amâncio Penteado. Antonio Augusto Bezerra Paes nascido no ano de 1838, foi advogado, tabelião e escrivão em Belém do Descalvado, de 1872 até 1892, no Cartório que hoje pertence a Carlos Lazarini, e no qual lavrou 2.219 escrituras. Também foi um dos fundadores da Santa Casa de Misericórdia de Descalvado em 1891. Pertenceu ao Partido Republicano nos tempos do Império, conjuntamente com José Rodrigues Penteado que era o Presidente, Olímpio Catão, José Ferreira Martins e outros. Anti-monarquista radical, conta-se que quando da visita do Imperador Pedro II a Descalvado, mandou que um dos seus empregados entregasse a S. Majestade quando da chegada na ferrovia, de um cacho de bananas, como a insinuar ser Pedro II, o Imperador dos Macacos. Embora não sendo Vereador, participou e foi um dos elaboradores do 1º Código de Postura do Município de Descalvado, depois da Proclamação da República. Enquanto viveu, participou ativamente da vida da cidade. Era filho de Bernardo José Paes Azevedo, e foi casado com Eulália Josephina de Mello Paes, filha de José Roberto de Mello Franco e Anna Maria de Mello Franco, tendo ao que consta sete filhos, sendo que a filha Olívia, casou-se com o Dr. Anastácio Vianna. Bezerra Paes faleceu em 15 de abril de 1892 com 54 anos de idade, em Descalvado, vítima de febre amarela, sendo sepultado no Cemitério da Irmandade do Santíssimo Sacramento. Residiu e tinha cartório na esquina das ruas Bezerra Paes com José Bonifácio. Pouco antes de sua morte em 23 de janeiro de 1892 a Câmara Municipal quis homenageá-lo dando seu nome a então rua Uruguayana, entretanto Bezerra Paes, não aceitou.

BÍBLIA - PRAÇA - PARQUE MORADA DO SOL. Lei nº 1496 de 29 de novembro de 1994 de autoria do vereador evangélico João Donizetti Trombini.

BIRIS - RUA - PARQUE MORADA DO SOL - flor

BOM JESUS - AVENIDA - CENTRO - Santo. Lei de l897.  Em 1893 com o início da construção do prédio da Santa Casa,  era conhecida como rua da Misericórdia. Inicialmente a Avenida Bom Jesus, tinha duas pistas,  no trecho entre a Avenida Guerino-Oswaldo e a rua 24 de outubro

BOM RETIRO - HORTO FLORESTAL

BORTOLO FREGONEZI - Rua - Bairro de Santa Cruz - Bortolo Fregonezi nasceu  no dia 5 de outubro de 1903 em Descalvado, no Sítio Santo Antonio, adquirido por seu pai Antonio Fregonezi no ano de 1888. Foi produtor rural. Casado com Thereza Bazagli, nascida em Poços de Caldas, Estado de Minas Gerais no dia 16 de maio de 1907. Com ela teve seis filhos. Bortolo e Thereza não ocuparam nenhum iutro cargo, sempre foram produtores rurais. Lei 1573 de 12/12/95

BRASIL – Rua – Portal dos Coqueiros – Nome de país.

BRASÍLIA - RUA - JARDIM ALBERTINA - Capital do Brasil

BUTIÁ - BAIRRO RURAL - palmeira. A velha estação ferroviária é que lhe deu o nome que tem. No início de 1.920, o senhor Celeste Colussi, proprietário das terras do pequeno vilarejo do Butiá, nome dado devido a uma frutinha da região parecida com macaúba, doou um terreno à Companhia Paulista, para que ali se construísse aquela que viria a ser a última estação a ser feita no ramal.  E nesta época que Descalvado produzia seu ótimo café, antes da crise de 1929 e anos subseqüentes, o trecho da estrada de ferro situado entre nossa cidade e a de Porto Ferreira foi aquinhoada com esta estação, do Butiá inaugurada em 15 de dezembro de 1.920 e que se tornou, logo, a via de escoamento natural quer da produção, quer da população das cercanias, em suas viagens para a sede do Município e outros locais. E assim, em torno da estação, gravitou a vida econômica e social do novo bairro descalvadense. Abriu-se aí uma escola e que teve, como professor o notável educador Prof. Salustiano Ramalho, responsável pelo ensino de algumas gerações de bons descalvadenses, nome perene na nossa vida educacional. Nesta escola passaram passaram outros mestres exponenciais de nosso magistério primário: Pedro Elias, Antenor Erveu Betarello, Otaviano Luiz de Camargo, Lucila de Camargo Todescan. Prova da religiosidade dos habitantes do Bairro, ergueu-se ali um tempo católico cujo orado é Santa Terezinha do Menino Jesus e que passou, assim, a ser a padroeira desse formoso recanto de nosso município. Por que Butiá ? Butiá é uma palmeira, com o nome científico de "cocos capitata" que produz frutos para a feitura de apreciável licor. O batizador da estação, provavelmente algum dirigente ou engenheiro da Paulista, certamente deve ter contemplado no local uma palmeira Butiá, e batizou o nome ao Bairro. Ralph Mennucci Giesbrecht, no seu livro A Estrada do Mogi Guassu – A história dos ramais ferroviários de Descalvado e de Santa Veridiana conta: “No início de 1.920, o senhor Celeste Colussi, proprietário das terras do pequeno vilarejo de Butiá, nome dado devido a uma frutinha da região, parecida com a macaúba, doou terreno à Companhia Paulista, para que ali se construísse aquela que viria a ser a última estação ferroviária do ramal. A estação de Descalvado já estava sobrecarregada com as cargas de café das fazendas em volta, e a nova estação, que teria o nome do povoado serviria para desafoga-la. Ela foi finalmente inaugurada em 15 de dezembro de 1.920, custando à Paulista a doma de R$ 43:867$840 (réis), aí incluídas as casas de empregados, no bairro localizado entre os km 216 e 220 da ferrovia. Era mais uma estação que incorporava a parte dos passageiros e o armazém no mesmo prédio. Butiá, contam os antigos moradores do local, era uma festa quando os trens passavam; mesmo antes da existência do prédio, as moças e rapazes corriam para acenar para os trens. Pela manhã, dos trens eram atirados exemplares da revista Fanfulla, assinada pelos Colussi. Com a estação vieram a Igreja e as festas. O pessoal então solicitava à Paulista que mandasse trens especiais para trazer os participantes de fora, e os pedidos nunca eram recusados. Bons tempos. Butiá, entretanto foi a estação de vida mais curta. Desativada cinqüenta e seis anos depois, com a passagem do último trem, logo ficou abandonada. Alguns anos após, 1986, data da última foto conhecida e que mostrava o total abandono, ela foi demolida, apesar dos protestos dos moradores. O material acabou sendo reutilizado por eles mesmos, que com os tijolos e ferragens construíram as casas mais novas do bairro, não podendo reaproveitar o madeirame, pode após anos de intempérie, pois o telhado do prédio já havia desabado. As famílias Colussi e Paludetti continuam por lá, mas o vilarejo tem um acesso difícil em estradas de terra mal conservadas. Em meados de 1.997, os trilhos foram retirados, e hoje sobra a Igreja, quase sempre fechada.

CAMBARÁS – BAIRRO ATRÁS DO CENTRO DE LAZER E AVENIDA NO PARQUE MORADA DO SOL – Pequena árvore, muito dispersa em lugares abertos, de flores agregadas e cuja madeira resistente ao contato com a água é utilizada em rodas de moinho de água.

CÂNDIDO XAVIER DE ALMEIDA SOUZA (DR.) - PRAÇA JARDIM BELA VISTA - Juiz de Direito - Lei 1514 de 21/02/95. Primeiro Juiz de Direito,  que tomou posse no ano de 1866, quando da Emancipação Política de Descalvado. Na época a sede da Comarca era Araraquara.

CÂNDIDO RODRIGUES (DR.) - RUA - CENTRO - Presidente da Câmara.       Cândido Augusto Rodrigues, nasceu em Descalvado no ano de 1863. Estudou advocacia na Capital da Província de São Paulo. Em 1889 possuía juntamente com o Dr. Amâncio Penteado, escritório de advocacia no Largo da Matriz, junto ao Paço Municipal. Tornou-se eleitor pela lei 1881, entrando na política com apenas 27 anos. Foi Vereador em Descalvado na 7ª legislatura do Regime do Império de 1887 a 1890 e na 1ª Legislatura do Regime Republicano de 1892 a 1896. Presidente da Câmara Municipal em 1889 e Vice-presidente de 1894 a 1895. Era filho de José Antonio Rodrigues, fazendeiro de café desde 1873 em nossa cidade. Era casado e residia na Rua Francisco Glycério (Bezerra Paes). Seu governo como Presidente da Câmara foi cheio de controvérsias, pois a febre amarela começava a se alastrar na cidade e a população ficou aterrorizada de tal forma a ponto de injustamente acusarem a Câmara de indolente. Faleceu em Descalvado e está sepultado no cemitério municipal.

CARLINDO BOLLER KASTEIN - RUA - BAIRRO NOVO SÃO SEBASTIÃO - farmacêutico. Carlindo Boller Kastein, nascido a 30 de agosto de 1906, na cidade de Pirassununga, onde com 12 anos começou a trabalhar como aprendiz de farmácia. Alguns anos depois, já com bastante prática, transferiu-se para a Fazenda São Salvador em Descalvado, onde trabalhou na Farmácia do Serrado. Aprimorando seus conhecimentos logo encontrou emprego na Farmácia Barros, no centro da cidade. Em 1942, já casado com Francisca Carolina Arruda Kastein, adquiriu de Benedito de Arruda Oliveira, a Pharmacia Central, localizada no mesmo local onde hoje se situa a Drogaria Central, na rua Bezerra Paes, 432. Em  9 de novembro de 1952 perdeu a esposa, com a qual tivera 4 filhos. No ano seguinte contraiu novas núpcias com Maria Martins Kastein, tendo mais um filho. Faleceu no dia 12 de junho de 1962, com 55 anos de idade, estando sepultado no cemitério municipal.  Sua farmácia ficou conceituada pela seriedade, e até hoje é propriedade de seus descendentes, sendo a mais tradicional da cidade. Participou ativamente  da vida comunitária da cidade, tendo sido fundador do Rotary Club de Descalvado, diretor e conselheiro do Clube Esportivo e Recreativo Descalvadense, dentre outras atividades. Era espírita convicto e praticante do kardecismo. Seu nome transformou-se em rua do bairro de São Sebastião através da lei nº 853 de 24 de maio de 1988.

CARLITO MAYESE - RUA - BAIRRO JARDIM BELÉM - industrial, dono de uma fábrica de macarrão em Descalvado do início do século.

CARLOS ALTON - RUA - JARDIM DO LAGO – Foi motorista da família Pozzi e posteriormente taxista.

CARLOS AUGUSTO WOOD FARIA (DR.) RUA – JARDIM ALTO DA BOA VISTA – Lei 1.930 de 03/12/99 do Vereador Rubens Algarte de Rezende. Juiz de Direito, ocupou o cargo em Descalvado, sua terra natal, de 1.989 a 1.991, ano de seu falecimento.

CARLOS GUIMARÃES (DR.) - RUA - VILA MUNICIPAL - advogado. Carlos Alves de Oliveira Guimarães, foi várias vezes Prefeito da cidade, na época em que o voto era de forma extensa em livros. Foi casado com Ana Guimarães, tendo dois filhos. Seu corpo foi sepultado na cidade de São Paulo.

CARLOS MAYESI - RUA - JARDIM BELA VISTA - Vereador durante a 5ª legislatura de 1964 a 1968. Faleceu no exercício do mandato.

CARLOS PÚLICI - RUA - BAIRRO JARDIM BELÉM - Prefeito Municipal. Em 18 de junho de 1974, pelo decreto nº 431, a antiga estrada municipal que dava acesso à represa do Rosária, passou a denominar-se rua Carlos Púlici, homenagem ao eminente homem público que nasceu no dia 14 de maio de 1890 e morreu no dia 24 de setembro de 1969. Desenvolveu durante quase toda sua vida profissional, a atividade de serventuário da justiça como titular do Cartório de Registro de Imóveis e Anexos, com muita dedicação e probidade. Pelo seu caráter e influência na comunidade, foi nomeado em 10 de junho de 1938, Prefeito Municipal de Descalvado, por decreto do então Governador do Estado, Dr. Adhemar Pereira de Barros, desempenhando essa nobre função com competência e desenvoltura até 1942. Uma obra que marcou sua passagem pela Administração Pública do Município foi a mudança do manancial de água da cidade, do “Chico Porto” para a  “Rosária”, onde funciona até hoje e que foi também uma das razões da denominação da rua que conduz até aquela represa, com seu nome. Iniciou também os serviços de pavimentação das ruas centrais da cidade com pedras recostadas (paralelepípedos). Foi durante toda sua vida, devoto fervoroso de Nossa Senhora do Belém, estando sempre intimamente ligado aos movimentos religiosos, tendo despontado com um dos mais eficientes colaboradores da construção de nossa majestosa Igreja Matriz.

Curiosidade: Nos arquivos da Prefeitura Municipal consta o Decreto Municipal de nº 44/69 de 5 de novembro de 1969, assinado pelo Prefeito Deolindo Zaffalon, no qual denomina Carlos Púlici a Praça de Santa Cruz das Almas. Este Decreto seria revogado posteriormente através do Decreto de nº 760 de 5 de junho de 1978 do Prefeito Mauro Benedito de Lima, com base em contrato celebrado entre a Prefeitura e a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Belém com autorização do Arcebispo Metropolitano de Campinas, D. Paulo de Tarso Campos. Referido contrato firmava que o nome da Praça seria Santa Cruz das Almas.

CEARÁ - RUA - JARDIM ALBERTINA - Estado brasileiro

CELESTE FILLA – RUA – JARDIM DO LAGO – Lei 1929 de 03 de dezembro de 1.999. Comerciante

CELSO APARECIDO ASSONI - RUA  - BAIRRO NOVO SÃO SEBASTIÃO E PRAÇA NO JARDIM PARAÍSO -  Engenheiro agrônomo. Nasceu na Fazenda São Pedro, no município de Descalvado, no dia 3 de outubro de 1951. Estudou na escola da fazenda onde morava até o 2º ano do 1º grau. Depois disso veio para o município de Descalvado, estudar na EEPSG José Ferreira da Silva, onde cursou do 3º ano do 1º grau ao 3º ano do 2º grau. Fez o curso extensivo em Piracicaba e no ano seguinte estava freqüentando e estudando na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias “UNESP”  de Jaboticabal. Em 21 de julho de 1978, formou-se em medicina veterinária. Casou-se e teve dois filhos. Especializou-se em Avicultura e Inseminação Artificial. Participou da diretoria de diversas movimentos estudantis como Grêmio Estudantil, “Eagle’s Club” em movimentos como a Semana do Jovem, Carnaval de Rua, Ornamentação das ruas para as procissões de Corpus Christ, etc. Faleceu em 9 de junho de 1987, estando sepultado no cemitério municipal.

CENTENÁRIO - PRAÇA - CENTRO - Centenário da Independência - recebeu esta denominação a partir da inauguração do obelisco, em homenagem ao centenário da proclamação da independência em 7 de setembro de 1922.

CENTRO DE LAZER DO TRABALHADOR - BAIRRO NOVO JARDIM BELÉM

CID MUNIZ BARRETO (Dr.) - CAIC - Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente - Parque Morada do Sol - Industrial – Diretor Presidente da Mineração Jundu, idealizador do Projeto Criança de incentivo à prática dos esportes na infância e na juventude. O CAIC foi inaugurado em 16 de dezembro de 1.995, sua área comporta quadra de esporte coberta e descoberta, refeitório, anfiteatro, teatro de arena, salas para oficina, recreação, música, laboratório, biblioteca, creche, pré escola, centro de atendimento odontológico e à saúde. Oferece cursos de bordado, pintura em tecido, crochê, decoração em cerâmica, reciclagem de papel, eletricista dentre outros.

CEZAR MARTINELLI - Perimetral - Nascido em Santa Cruz da Estrela, casou-se com Luiza Pinto Martinelli. Veio para Descalvado na década de 50 onde adquiriu o Posto de Gasolina localizado na confluência das avenidas Guerino-Oswaldo com Coronel Rafael Tobias e a Casa Pinca de secos e molhados localizada na confluência da avenida Coronel Rafael Tobias com rua José Rodrigues Penteado, prosperou no ramo fundando a tradicional Casa Martinelli.

CLÓVIS ALVARES FERREIRA JÚNIOR – RUA – JARDIM DO LAGO – Lei 1943 de 03/12/99 do vereador Henrique Fernando do Nascimento. Comerciante, industrial e proprietário da Marmitaria Camila.

CLÓVIS FARIA FERREIRA (DR.) - RUA - BAIRRO JARDIM BELÉM - dentista - político - líder ruralista. Clóvis Faria Ferreira (Loló), nasceu no dia 15 de outubro de 1902 em Descalvado. Era filho de José Bento Ferreira e Elisa Faria Ferreira. Casado com Olga Álvares Ferreira, com quem teve três filhos. Estudou no primário na Escola de São Sebastião em Descalvado e no curso superior da Faculdade de Odontologia de Pindamonhangaba. Formou-se cirurgião dentista porque era seu ideal, exercendo a profissão durante 54 anos em Descalvado. Foi político atuante por muitos anos, chegando a ocupar a Prefeitura Municipal por tempo provisório, como prefeito nomeado de 1930 a 1931 durante o Estado Novo de Vargas.  tendo sido Vereador por dois mandatos, durante a 1ª Legislatura de 1948 a 1951 e na 3ª Legislatura de 1956 a 1959. Nos dois períodos foi suplente, tomando posse por renúncia dos titulares. Além de dentista, foi pecuarista, agricultor e avicultor, sendo um dos fundadores da Cooperativa Agrícola Mista do Vale do Mogi-Guaçu e Presidente da Associação Rural de Descalvado, transformando-se num grande líder ruralista.. Foi fundador da Sociedade Hípica Descalvadense e depois de sua dissolução doou sua parte e mito lutou para que todos os sócios doassem o patrimônio para o Clube Esportivo e Recreativo Descalvadense. Faleceu com 57 anos de idade no dia 28 de novembro de 1977.

CÔNEGO JOÃO OSÓRIO  - RUA - BAIRRO JARDIM BELÉM - Vigário - Lei nº 15 de 13 de março de 1964.  O Cônego João Osório Marcondes nasceu na cidade de Taubaté, pertencente a tradicional família do Vale do Paraíba, fez os estudos primários em sua terra natal, ingressando depois no Seminário Episcopal, onde foi ordenado Sacerdote, e depois lecionou francês, por diversos anos após sua ordenação. Designado Vigário da Paróquia de Descalvado, permaneceu entre nós até sua morte em 1936. Culto e bondoso, cultivou grandes amizades e soube aproximar descalvadenses de todos os credos. Em 1923 foi designado Capelão da Santa Casa de Misericórdia de Descalvado e do Asilo Imaculada Conceição. 

CÔNEGO MANOEL ALVES - RUA - BAIRRO SÃO SEBASTIÃO - Vigário - Foi durante seu paroquiato que foi inaugurada a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Belém no ano de 1935 com a colocação do altar mor da Padroeira, e a nova benção do Templo, dada pelo Segundo Bispo da Diocese de Campinas D. Francisco de Campos Barreto.

CONSELHEIRO ANTONIO PRADO - RUA - CENTRO - pelo Ato nº 03 de 26 de novembro de 1930 (Personagem da história brasileira). Antes denominada rua Nova, depois 7 de janeiro, depois  Senador Lacerda Franco pela Lei 123 de 3 de janeiro de 1919. O Conselheiro Antonio da Silva Prado, filho de Martinho da Silva Prado e Veridiana Valeria da Silva Prado, nasceu na cidade de São Paulo aos 25 de fevereiro de 1840. Em 15 de outubro de 1861, formou-se em ciências jurídicas e sociais, tornou-se grande estadista, parlamentar, jornalista, chefe de partido, industrial, diretor de banco e agricultor. Como homem político, primou sempre por uma dedicação sem limites à causa do partido, impondo a si mesmo um solene compromisso: o do trabalho livre na pátria livre. Ideal este culminado com a promulgação em seu gabinete da Lei Áurea em 1888. Com a Proclamação da República, ocupou a função de Prefeito Municipal da cidade de São Paulo, onde deixou inolvidáveis traços da sua passagem na administração pública. Na sua vida privada ocupou o cargo de Presidente em diversas companhias industriais e comerciais como a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, Banco do Comércio e Indústria de São Paulo, Companhia Prado Chaves, Companhia Frigorífica e Pastoril, Companhia Vidraria Santa Marina.

CORONEL ANTONIO ALVES ARANHA - RUA - CENTRO - Político. Lei 158 de 16.01.26, antiga rua Campos Salles, mudou sua denominação em 1926, quando a Câmara Municipal através de lei, resolveu homenagear o Coronel, proprietário das fazendas de café: São João da Aliança, Baixadão, Bela Vista e Campo, onde possuía uma fábrica de lacticínios.

Como comerciante, possuiu máquinas de benefício de café e arroz, além de uma lenhadora. Eleito Vereador para a legislatura de 1917/1920, renunciou ao mandato em 3 de março de 1918, conjuntamente com os Vereadores Alfredo Aguiar de Barros, Antonio Henrique D’Arruda Camargo e Segismundo Chaves dos Santos, quando declararam que deixavam os cargos “uma vez que não eram políticos e que o primeiro ano de mandato da Câmara foi de todo improfícuo para a municipalidade, e os outros dois anos restantes, teriam o mesmo resultado.” Homem de personalidade marcante, honrado e de caráter, com coração extremamente generoso, voltado à pobreza e que exercia forte influência nas decisões que regiam os destinos do Município. Foi um dos fundadores da Santa Casa de Misericórdia de Descalvado e do Asilo de Órfãs Imaculada Conceição. Quando faleceu, em 15 de abril de 1924, ocupava a Presidência da extinta Sociedade Beneficente dos Morféticos de Descalvado. Fez parte da Sociedade “Fratellanza Italiana”  e  Sociedade  de  Socorros Mútuos “Treze de  Maio”.  Nascido  e  criado  que  foi  sob os ensinamentos da Igreja Católica, jamais abandonou a  pobreza que lhe batia às portas, auxiliando a todos que a ele recorriam. Está sepultado em nosso cemitério municipal, ao lado de sua primeira esposa Dona Amaria Amelia de Campos Aranha.

CORONEL ARTHUR WHITAKER - RUA - CENTRO - Político. Nome que recebeu a antiga rua das Taipas do Amorim, depois rua Alegre, para homenagear em vida, por iniciativa do Vereador Benedicto Pereira da Rocha pela lei de 2 de junho de 1902, o Cel. Arthur Horácio D’Aguiar Whitaker, casado com Dona Elisa de Carvalho Whitaker, pai de “Finita” (falecida com 8 anos) e filho de Guilherme Whitaker, proprietário da Fazenda São Miguel. Político ilustre, foi Vereador durante o Império, na 6ª Legislatura, de 1883 a 1886. Durante o período republicano voltou a ser Vereador  na 1ª Legislatura de 1892 a 1896, e na 3ª Legislatura de 1899 a 1902, ocupando a Presidência do Legislativo nos anos de 1883, 1886 e 1899. Fez parte da Comissão que lutou pela implantação da ferrovia em Descalvado. O Cel. Arthur Whitaker faleceu no ano de 1906, com 68 anos, estando sepultado em nosso Cemitério Municipal.

CORONEL MANOEL LEME - RUA - CENTRO - Fazendeiro - Lei 123 de 3 de janeiro de 1919, antes denominada Rua da Esperança e Municipal. Recebeu esta denominação em 1959, substituindo o nome original de Rua Municipal, em homenagem ao ilustre e benemérito cidadão Coronel Manoel Alves de Oliveira Leme, nascido no ano de 1832, vindo a falecer em 17 de fevereiro de 1921, contando com a elevada idade de 89 anos, em sua residência que ficava na esquina das ruas Bezerra Paes com 24 de outubro. Não ocupou cargo público mas foi pai do Coronel Rafael Tobias de Oliveira Sobrinho, político ilustre de Descalvado, tendo ocupado o cargo de Presidente da Câmara Municipal. O Cel. Leme foi fundador da Santa Casa de Misericórdia de Descalvado, tendo integrado a diretoria de diversas entidades beneficentes e religiosas de nossa terra.  Está sepultado em nosso cemitério municipal. 

CORONEL RAFAEL TOBIAS - AVENIDA - CENTRO - ESCOLA ESTADUAL - Político. Recebeu esta denominação oficial após o falecimento do Cel. Rafael Tobias no ano de 1902, antes era denominada rua Uruguayana por lei de 1867. Entretanto sua primeira denominação popular foi rua do Tenente Tobias, por ali residir o cidadão  Rafael Tobias. É uma das mais antigas, tradicionais, e das maiores ruas de nossa cidade, com aproximadamente 2.200 metros. Tem início no leito da FEPASA, na confluência com a Avenida Lázaro Timótheo do Amaral que demanda ao Bairro de Santa Cruz. Recebeu através dos tempos, 3 denominações. Inicialmente rua do Tobias, como referência ao então Tenente Tobias que nela residia. Com a emancipação política, seu nome oficial foi Rua Uruguayana. Em 23 de janeiro de 1892 a Câmara Municipal quis denominá-la Bezerra Paes, em homenagem a ilustre político e cartorário, que entretanto não aceitou a homenagem. Em 1902, passou definitivamente para Rua Coronel Rafael Tobias, em homenagem a este eminente cidadão. Na década de 60, o Prefeito Deolindo Zaffalon asfaltou as quadras iniciais da rua e mudou sua denominação para Avenida Coronel Rafael Tobias. Mas quem foi o Coronel Tobias? Nasceu no dia 2 de maio de 1832, vivendo 70 anos, vindo a falecer em Descalvado, no dia 31 de dezembro de 1902, vítima de arteriosclerose. Iniciou sua vida profissional, dedicando-se 20 anos ao comércio, depois sucedeu a seu pai como  proprietário  das  fazendas  São Rafael, São Salvador, Bandeira, Ibiquarinha e Palmira, na época do apogeu do café. Lutou para que Descalvado obtivesse sua Emancipação Política no ano de 1865, libertando-se do jugo dos políticos de Araraquara. Concorrendo a vereança, na primeira Legislatura, ficou com a primeira suplência. Elegeu-se para a segunda Legislatura, de 1869 a 1872. Voltaria a concorrer  na 5ª Legislatura, sendo eleito Presidente da Câmara no biênio 1881/1882. Os registros da Câmara Municipal mostram que foi político sereno e tolerante, admirado até pelos adversários, em época que se caracterizava pelo grande calor das lutas partidárias. Participou ativamente de todos os movimentos de Descalvado na época, qual seja, a vinda do primeiro trem, a recepção ao Imperador Pedro II, a reforma da Igreja Matriz, implantação da energia elétrica no município e criação do Grupo Escolar “Coronel Tobias” que o adotou como patrono. O Imperador Pedro II, reconhecendo os dotes desse brilhante idealizador, agraciou-o com a comenda da “Ordem da Rosa”, que era entregue somente a quem preenchesse uma verdadeira seleção de valores.

COSMO FUZARO - Distrito Industrial do Bairro do Butiá - Proprietário rural no bairro do Butiá.

CRUZEIRO DO SUL - AVENIDA - BAIRRO SANTA CRUZ

CYRILLO BORTOLETTO - RUA - BAIRRO JARDIM BELÉM - comerciante. Cyrillo Bortoletto, nasceu na cidade de Treviso na Itália no dia 17 de fevereiro de 1903. Veio para o Brasil como imigrante para trabalhar na lavoura de café na cidade de Campinas, de propriedade de “Orozimbo”. De Campinas foi para “Rocinha” atual Vinhedo, na Fazenda Bela Vista. Em seguida foi para Americana, onde se casou com Luiza Pinese Bortoletto com quem teve dois filhos. Nessa cidade teve depósito de pinga, bar e dois moinhos de fubá. Mais tarde comprou uma fazenda de sociedade com um tio, no município de São Carlos, de nome “Fazendão”. Veio depois a adquirir as fazendas Santa Justa, Santa Carolina, São Salvador e Estiva em Descalvado e uma fazenda no município de Brotas. Foi proprietário do “Haras Ingá”, pois na época do “Fazendão”  despertou seu gosto pela criação de cavalos de corrida do qual era apaixonado. Participava de corridas de raia, tendo cavalos nos Jóqueis Clubes de São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. Sua paixão por cavalos era tão grande que não perdia corridas inclusive no sul do país e na Argentina de onde trazia cavalos para Descalvado. Doou para a municipalidade sem qualquer ônus toda a área de terra onde foi construído o primeiro reservatório de água submerso da cidade e onde hoje está localizado o Serviço de Água e Esgoto e a Praça Deolindo Zaffalon. Em reconhecimento ao seu trabalho que muito divulgou o nome da cidade, recebeu o nome de uma rua no Bairro Jardim Belém onde teve sua propriedade.

DAELCEO FARIA DA CUNHA – RUA – JARDIM DO LAGO – Lei 1928 de 03 de dezembro de 1999 do vereador Edevaldo Benedito Guilherme Neves. Industrial proprietário da Fábrica de Doces Zula. Esportista jogou pelo CERD – Clube Esportivo e Recreativo Descalvadense e pelo CAP – Clube Atlético Pirassununguense. Conselheiro do Clube Esportivo e Recreativo Descalvadense, Diretor Benemérito do Lar Educacional Descalvado e Asilo São Vicente de Paulo. Casado com Walkiria Kastein Faria da Cunha com quem teve 4 filhos. Faleceu no dia 8 de maio de 1.995, estando sepultado no Cemitério de Descalvado.

DALTAYR ANACLETO POZZI: Ginásio de Esportes do Clube Esportivo e Recreativo Descalvadense. Professor, esportista e técnico. Fundador da Comissão Municipal de Esportes, Presidente do CERD.

DALVA MARIA SARTORI ZAFFALON - QUADRA DE ESPORTES DA EEPG CORONEL TOBIAS - Esposa do Prefeito Deolindo Zaffalon

DANTE SASSI - RUA - BAIRRO SÃO SEBASTIÃO - comerciante - proprietário de armazém de secos e molhados na rua Barão do Descalvado.

DEOLINDO ZAFFALON - PRAÇA - JARDIM BELÉM - Prefeito Municipal. Deolindo Zaffalon era filho de Ferdinando Zaffalon e Luiza Fajan Zaffalon, ambos italianos que residiam na Fazenda Monte Olimpo e que depois com muito trabalho e economia acabaram adquirindo a Fazenda São José. Deolindo nasceu em 1º de fevereiro de 1918 e foi casado com Dalva Sartori Zaffalon com quem teve dois filhos. Político nato foi Vereador de 1956 a 1959 e Prefeito  por três vezes de 1952 a 1955; 1960 a 1963 e de 1969 a 1972. Sua administração sempre se voltou ao interesse maior do Município e dos humildes e carentes. Dentre muitas obras que realizou destaca-se a construção do Serviço de Água e Esgoto no bairro Jardim Belém, do Paço Municipal onde hoje está a Câmara de Vereadores e da estação rodoviária. Em 1939 serviu o 4º Regimento de Artilharia Montada em Itú, como 3º Sargento da Reserva.  Faleceu no dia 13 de abril de 1.983, seu corpo foi velado no Plenário da Câmara Municipal e sepultado em nosso Cemitério Municipal.

DESCALVADO - AVENIDA - JARDIM COLONIAL. Em 25 de outubro de 1982, pelo Decreto 1039 do Prefeito Mauro de Lima, deu-se o nome a esta avenida, em homenagem ao nome da cidade que deriva de um morro sem vegetação que deu nome a cidade, localizado ao sul do município com altura aproximada de 750 a 900 metros. Conta-se que na primeira metade do século XIX, os tropeiros que vinham da região de Rio Claro com destino a Araraquara, davam como referência o “Morro Descalvado”, ou seja um morro desprovido de vegetação no seu topo, que se avistava de longe sinalizando a rota desejada.

DESCOBRIMENTO – BRASIL 500 ANOS (PRAÇA) Ao lado do Centro de Convivência Professora Maria Aparecisda Fioroni Kastein  Inaugurada em 7 de setembro de 2.000 registrando a passagem dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

DIAMANTINO LOPES - RUA - BAIRRO SANTA CRUZ - Proprietário da Piscina do Diamantino construída em 1934  onde hoje é a Vigor. Foi proprietário de uma pedreira de onde foram extraidas as primeiras pedras para o calçamento de Descalvado. Foi também corretor.

DIRCE SARTORI SERPENTINO (PROFª) - ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL DO JARDIM ALBERTINA – Educadora. Filha de Fernando Sartori e Luiza Biffi Sartori, nasceu em Descalvado no dia 18 de maio de 1924. Fez o curso primário no Grupo Escolar Coronel Tobias, ginásio e escola normal no Instituto de Educação de Pirassununga, onde formou-se em dezembro de 1942. Lecionou na Escola Mista da Fazenda São José da Balisa, transferindo-se depois para a Escola Mista da Fazenda Jaguarandi em Descalvado. Algum tempo depois lecionou também na Fazenda Lagoa Alta, assumindo depois definitivamente no Grupo Escolar Coronel Tobias. Faleceu com 53 anos de idade, no dia 11 de maio de 1977, estando sepultada em nosso cemitério municipal.  Lei 2.162 de 24/09/01

DOMINGOS GENTIL – Rua que interliga a Rua Hugo Pereira de Abreu com a Perimetral Cezar Martinelli – Lei 2.164 de 26/09/01 do Vereador Sebastião José Ricci. – Vejam a história de “Mingo Gentil” contada por Luiz Carlindo:

Descalvado perdeu no dia 4 de abril de 2.001 um de seus filhos mais ilustres, Domingos Gentil, o amigo que todos chamavam de “Mingo”.Como político foi Vereador na 2ª legislatura de 1.952 a 1.955, quando ocupou os cargos de 2º Secretário da Mesa em 1.952, 1º Secretário em 1.953 e Presidente da Câmara Municipal em 1.954. Industrial foi proprietário da Tecelagem Santa Catarina, produzindo tecidos de brim; comerciante, possuía uma loja chamada Exposição Gentil na rua Barão do Descalvado, 329. Nesta loja que vendia produtos eletrônicos entusiasmou-se pela televisão e foi quem trouxe os primeiros sinais de tv para Descalvado. No ano de 1.963 montou às suas expensas um transmissor de sinais para a extinta TV Tupi de São Paulo, que funcionou em sua fábrica de tecidos que ficava na rua Dr. Anastácio Vianna, altura do número 1.200. Naquela época a dificuldade era tanta que as antenas receptoras e transmissoras foram instaladas na ponta de eucaliptos com 20 metros de comprimento. Os sinais só melhoraram quando Mingo conseguiu com o Engenheiro Buri das Emissoras Associadas uma antena retransmissora voltada para Descalvado, partindo do repetidor daquela emissora em Analândia. Mais tarde em 1.968 doaria o transmissor para o Clube de Televisão de Descalvado que depois passaria para a municipalidade.  A partir daí também foi o pioneiro na comercialização de aparelhos de tv. Inicialmente importados das marcas Hotpoint, Stromberg Carlson, Beckson, depois os nacionais Phillips, Telephunken, Colorado, Philco. Mas “Mingo” não foi somente comerciante e industrial. Entusiasta que era, participou de diversos movimentos, entre eles o Clube de Fotografia de Descalvado. Preocupado com o ensino, no ano de 1.959 obteve junto ao Ministro Chefe da Casa Civil do Presidente Juscelino Kubitscheck, a autorização para funcionamento em Descalvado da Escola Técnica de Comércio, hoje Escola Oito de Setembro.  Devo destacar que durante o primeiro ano de atividades da escola, não foi cobrada nenhuma mensalidade dos alunos matriculados, correndo todas as despesas, inclusive remuneração do professores por conta de Mingo, sem qualquer subsídio dos poderes públicos.  A Escola começou a funcionar junto ao Grupo Escolar Coronel Tobias. Depois Domingos Gentil adquiriu um imóvel na rua Bezerra Paes, 134, que foi adaptado de acordo com as exigências legais, permitindo inclusive a vinda do Centro Educacional SESI-205 para Descalvado, que ali funcionou de 1.964 a 1972.  Mingo, viveu intensamente a vida, sei disso porque tive  a felicidade de participar com ele de momentos inesquecíveis em Jupiá, às margens do Rio Paraná. Era um contador de histórias, nos papos que mantínhamos, enriqueceu muito meus conhecimentos sobre a história de Descalvado. Hoje ele está junto dos seus amigos do lado de lá, mas sua memória estará sempre presente em nosso coração.

 

DOM LINO - SALTO DO RIO DO PÂNTANO - Bispo de São Paulo. A pouco mais de 8 km da sede urbana, nas proximidades da antiga estação do mesmo nome, o rio do Pântano, cuja nascedouro é próximo das divisas de Descalvado com Analândia, engolfa suas águas mansas no imenso boqueirão que se abre, de repente, em seu curso, formando o belíssimo acidente geográfico mais conhecido por Salto do Pântano, de cerca de 42 metros de altura. A bem da verdade, é necessário que se diga que o seu verdadeiro nome não é Salto do Pântano (denominação arraigada na mente do povo), mas sim Salto Dom Lino. Por que tal denominação? Respondamos com nossa história municipal: Vindo da cidade de São Carlos em demanda na cidade de Descalvado onde realizaria sua primeira visita pastoral, no ano de 1883, hospedou-se Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo da Diocese de São Paulo, à qual pertencia então, nossa paróquia, na Fazenda Jangada Brava, mais tarde Graciosa e de propriedade de Sebastião Fortunato de Oliveira Penteado. Visitando o belíssimo acidente geográfico pertencente, na época, à mesma propriedade agrícola, ante a admiração do grande antistite, que se mostrou embevecido com o poético da cachoeira, seu hospedeiro denominou-o, então, Salto Dom Lino. Com o tempo, porém, essa denominação foi sendo esquecida, sendo absolvida, afinal, pelo de Pântano, nome do rio que o forma.

DOM PEDRO II - RUA - VILA MELKI - Imperador  do Brasil - Lei nº 15 de 13 de março de 1964. Denominação dada em homenagem ao segundo Imperador do Brasil, que chegou ao poder pela abdicação de seu pai D. Pedro I. Na época Pedro II possuía apenas 5 anos de idade e de acordo com a constituição só teria condições de ser coroado quando completasse 18 anos. Seu pai antes de partir nomeou José Bonifácio de Andrade e Silva, como tutor. O Brasil foi governado por regentes até a maioridade do Imperador. Os primeiros dez anos do governo destinaram-se a pacificar o país. Depois dedicou-se ao desenvolvimento e progresso, com muito incentivo social, cultural e econômico.

DRACENAS – RUA – PARQUE MORADA DO SOL – Nome de planta.

EDNA MARIA DO AMARAL MARINI – Escola  na Rua Padre Jeremias José Nogueira no Bairro de Santa Cruz, criada pela lei 1828 de 26/03/99 – Professora descalvadense, faleceu em 19 de março de 1.992 com 49 anos. Licenciada em Pedagogia pela Instituição Moura Lacerda em 1963. De 1965 a 1969 foi professora na cidade de Santa Rita do Passa Quatro. Em 1.970 foi professora primária em Franco da Rocha e depois por vários anos lecionou em Descalvado. Teve formação musical no Conservatório da PUC em Campinas, Tocava acordeão. Diplomou-se neste instrumento em Campinas, no Instituto Musical e Cultural “Dr. Gomes Cardim”. Suas partituras e estudos foram doados à Biblioteca Municipal de Descalvado. Filha de Maury Timótheo do Amaral que foi vereador em Descalvado por várias legislaturas e Edna Ricci do Amaral. Foi casada com Afonso Marini.

EGYDIO PREVATO - RUA - BAIRRO NOVO JARDIM BELÉM - comerciante proprietário da Selaria Prevato.

ELIAS SALIM CAUCABENE - RUA - JARDIM DO LAGO - Proprietário rural. Elias Salim Caucabene, filho de Salim Elias Caucabene e Sophia Calfat Caucabene, nasceu em 29 de junho de 1911, na cidade de São Paulo. Era casado com Georgina Cecchini Caucabene, com quem teve três filhas. Chegou a Descalvado com 31 anos de idade, no ano de 1942, onde comprou a Fazenda Ibijuba, que depois vendeu, comprando a Fazenda Bela Vista com a qual ficou até o ano de 1950. Depois de casar-se com Dona Georgina, Elias Caucabene mudou-se para a cidade de Monte Mor onde comprou outra fazenda. Depois de dez anos retornou a Descalvado, adquirindo a Fazenda São Miguel, onde ao longo de vinte anos transformou-a totalmente, colocando em campo toda sua habilidade de bom administrador, alimentado por um profundo sentimento de amor ao trabalho. Morreu no dia 31 de janeiro de 1982, em Descalvado, estando sepultado no cemitério municipal.

ELIAS STEFANI - RUA - BAIRRO NOVO SÃO SEBASTIÃO - Foi fiscal do DER e depois proprietário de armazém de secos e molhados na avenida Guerino-Oswaldo.

ELISA MIGLIATI BIAGI - RUA - JARDIM RICARDO CEZAR - Lei  1635 de 6 de novembro de 1996 de autoria do vereador Antonio Carlos Rischini. Nascida em 25 de março de 1916, foi casada com Manoel Biagi que foi proprietário da Fábrica de Móveis São José. Faleceu em 22 de fevereiro de 1992, está sepultada em nosso cemitério municipal.

EMÍLIO BELLI - RUA - BAIRRO NOVO SÃO SEBASTIÃO - comerciante

EMÍLIO MUSSOLINI - RUA - JARDIM BELA VISTA - comerciante. Nasceu na cidade de Ospedaleto na Itália, no ano de 1869. Veio para o Brasil em 1879, com apenas 10 anos de idade. Radicou-se na cidade de Santa Rosa do Viterbo, trabalhando como lavrador, depois abriu uma pequena fábrica de macarrão. Mais tarde casou-se com Ana Saran, com quem teve dois filhos. Na década de 30 a família Mussolini veio para Descalvado, onde instalou um bar na esquina da Avenida Guerino-Oswaldo com rua Bezerra Paes, conhecido como “Bar Mussolini” que funcionou por mais de 50 anos. Faleceu em Descalvado no ano de 1944, com 75 anos de idade.

ESPANHA – RUA – PORTAL DOS COQUEIROS – Nome de país.

ESTRADA MUNICIPAL - RUA - JARDIM DO LAGO

ESTUDANTES – PRAÇA – ao lado da Escola Padre Orestes Ladeira

ETELVINA DA MATTA - RUA - JARDIM DO LAGO - De cor negra, foi servente do Grupo Escolar Coronel Tobias

EUCLIDES DA CUNHA - RUA - BAIRRO JARDIM BELÉM  - escritor brasileiro, autor de “Os Sertões”. Lei nº 15 de 13 de março de 1964

Escreveu o poeta e historiador Prof. Gérson Álfio De Marco em sua obra EU CONTO DESCALVADO: “O pai do grande escritor brasileiro Euclides da Cunha é baiano e está radicado, há anos, no Município de Descalvado, onde possui a Fazenda Trindade. Euclides passou diversas férias na mesma e, ao ir para Canudos, deixa sua família, na propriedade de seu progenitor. Finda a guerra de Canudos, Euclides da Cunha vem para a Fazenda Trindade. Cumpridas suas obrigações de jornalista e saudoso de sua família.” Conclui o historiador dizendo: "que embora seja um ponto muito controvertido e discutido, Waldomiro Silveira, grande contista regional e Sampaio Vital, um dos maiores amigos do escritor, afirmam que Euclides nasceu em Descalvado.” O jornalista Mathias Arrudão, cronista do Jornal “O Estado de São Paulo”, nas décadas de 40 e 50 ia mais além ao afirmar  em um artigo do Estadão datado de 19 de maio de 1948 e transcrito na edição 831 do Jornal O Comércio de 22 de agosto de 1948, e que nos foi gentilmente cedido pelo colaborador José Antonio Cereda que “OS SERTÕES” foram escritos em Descalvado. Abaixo transcrevemos na íntegra o artigo do jornalista: O monumental livro de Euclides foi escrito em Descalvado. “Os Sertões” surgiram da pena do maravilhoso estilista num solar descalvadense, conhecido de quantos ali viveram em fins do século XIX.

Vale a pena rememorar a história: Euclides da Cunha era filho de Manoel Rodrigues Pimenta da Cunha, proprietário da Fazenda Trindade, no Município de Descalvado, ulteriormente desmembrada e transferida em parte para São Carlos. Freqüentou a Escola Militar e dela foi afastado por causa de um incidente em que revelou inexcedível firmeza de caráter. Dedicou-se ao jornalismo e foi por assim dizer o primeiro repórter brasileiro. Enviado a Canudos, escreveu uma série de artigos ao “O Estado de São Paulo”, a cujo corpo de redatores pertenceu, ultimamente reunida em volume sob o título “A Campanha de Canudos”. Casou-se. Veio para a fazenda do pai e escreveu “Os Sertões”. Daqui se mudou para São José do Rio Pardo, onde construiu a ponte que é um dos orgulhos daquela cidade da Mogiana. Na cabana, cujo culto chega a ser comovedor, deu os derradeiros retoques na obra e mandou passá-la a limpo.        Posteriormente, circunstâncias trágicas lhe roubaram a vida. Sua esposa, porém, que ainda vive, é uma testemunha idônea, pelo menos dos fatos relativos ao trabalho do escritor. É a senhora Ana Sólon de Assis quem afirma que  o livro “Os Sertões” foi escrito na Fazenda Trindade, e não na casinha de zinco ao lado da ponte em São José do Rio Pardo. “Foi lá que Euclides da Cunha trabalhou no livro, escrevendo dia e noite. Como tinha uma “letra mesquinha”, no dizer do Rangel, pagou a um rapaz para passar tudo a limpo em caracteres legíveis. Na noite em que a obra ficou pronta, Euclides teve a primeira crise. Encontrei-o  banhado em sangue no quarto de dormir. Passamos ainda três meses na fazenda. Depois ele foi construir a ponte de São José do Rio Pardo. A cabana onde dizem que Euclides escrevera “Os Sertões” era apenas um ponto de reunião. Euclides trabalhava o dia todo. Ainda que o quisesse, não poderia escrever sob o martelar constante das bigornas”.

Eis aí uma verdadeira revelação. Note-se que o depoimento é confirmado pelos biógrafos do insigne escritor, os quais expressamente admitem que no mínimo dois terços do livro foram compostos na Fazenda Trindade: (“A terra” e “O homem”). A sede da Fazenda Trindade, para quem vai a São Carlos, fica logo após o Lageado, numa baixada à direita, onde a estrada de rodagem, correndo pelo espigão, vai alcançar a antiga mata Carlos Guimarães, num lugar adequado para que os intelectuais descalvadenses mandem erguer uma placa que comemora esse fato extraordinariamente auspicioso para nosso querido torrão”.

EUGÊNIO NOCENZO - RUA - VILA NOSSA SENHORA APARECIDA - barbeiro, proprietário do Salão Americano que na década de 20, ficava na Avenida Guerino-Oswaldo, na quadra entre a Avenida Coronel Rafael Tobias e Bezerra Paes. Com 35 anos de idade apaixonou-se por uma mulher da vida. A família o convenceu a viajar pela Europa para que pudesse esquecê-la. Quando retornou, sua barbearia já não possuía a mesma clientela de elite de antes. Desiludido abandonou tudo, deixou a barba crescer e viveu como um “ermitão” até sua morte nos anos 60.

ÉZIO ANGELO DE MARCO - RUA – JARDIM SÃO FRANCISCO – Lei 1907 de 19 de outubro de 1.999 de autoria do vereador Edevaldo Benedito Guilherme Neves. Ézio Angelo De Marco filho de Raphael De Marco e Santina Giorgi De Marco nasceu em Descalvado no dia 26 de fevereiro de 1.918. Foi casado com dona Florinda Zerbetto De Marco com quem teve dois filhos. Foi bancário e proprietário da Telefônica Zerbetto que durante muitos anos foi concessionária dos serviços de telefonia em Descalvado. Amante dos esportes prestigiou muito o futebol em nossa terra, ocupando o cargo de Diretor do CERD. Faleceu em Descalvado onde está sepultado.

FELIPE ELIAS - RUA - VILA NOSSA SENHORA APARECIDA - comerciante, dono da Casa São Paulo, loja de tecidos na Rua José Bonifácio - Praça Nossa Senhora do Belém.

FELIPE GIANGOLA - RUA - VILA MUNICIPAL - comerciante. Nasceu em 19 de outubro de 1864 e morreu em 10 de junho de 1910. Era casado com Rafaela Giangola com quem teve 3 filhas.

FELISBERTO BORTOLETTO - ESTÁDIO DO CERD - BAIRRO JARDIM BELÉM - comerciante - esportista - Presidente e conselheiro  do CERD

FERNANDO GABRIELLI - RUA - BAIRRO JARDIM BELÉM - industrial.        Assim denominada pelo Decreto 431 de 18 de junho de 1974. Fernando Gabrielli nasceu no dia 23 de dezembro de 1894, em Zagaroleo, Província de Roma, na Itália. Veio para o Brasil com sete meses de idade. Sua família estabeleceu-se no bairro do Butiá, na zona rural de Descalvado, trabalhando no cultivo do café. Mais tarde compraram um sítio e depois uma fazenda. Posteriormente fixaram residência na zona urbana, montando um armazém. Casou-se com Camila Morjatti Gabrielli. Em 1924 Fernando Gabrielli mais 4 irmãos, instalaram a Tecelagem e Fiação Santa Maria, transformando-se nos pioneiros da industria em Descalvado. Mais tarde abriram a Tecelagem e Fiação São Gabriel. Dentre muitas de suas atividades foi diretor da Sociedade Hípica Descalvadense, fundador da Associação Rural de Descalvado, membro da Mesa da Santa Casa de Misericórdia, chegando a ser nomeado Prefeito Municipal had hoc no período de  1937 a 1938. Faleceu no dia 3 de outubro de 1967, com 73 anos de idade,  estando sepultado no cemitério municipal.

FERNANDO ZAFFALON - RUA - JARDIM BELA VISTA - comerciante. Fernando (Ferdinando) Zaffalon nasceu na Itália na cidade de Veneza no dia 18 de março de 1977. Desembarcou no Porto de Santos no dia 1º de junho de 1891, quando contava com 17 anos de idade. Era casado com Luiza Zabian Zaffalon com quem teve 14 filhos. Sua atividade profissional era a de comerciante de café (escolha e corretagem).

FLORÊNCIA MARIA DE JESUS - PRAÇA PÚBLICA - AO LADO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA. No início do século XIX, José Ferreira da Silva e sua mulher Florência Maria de Jesus venderam suas propriedades na cidade de Santo Antônio do Machado, no estado de Minas Gerais, e vieram para o sertão de Araraquara,  adquirindo de José Alexandre Castilho, a fazenda Areias, onde hoje está nossa Descalvado. Ao lado do córrego da Prata, próximo a atual  Vigor, construíram a sede da fazenda. Florência, da janela de sua casa constantemente olhava para a colina, onde hoje está a Praça da Matriz, e ali sonhava construir uma capelinha para a Santa de sua devoção Nossa Senhora do Belém. Um dia adoeceu. Para que se recuperasse, seu marido José Ferreira da Silva, fez um voto: construir a capela e mandar fazer uma imagem de Nossa Senhora do Belém que tivesse a altura e o peso de Florência. O milagre aconteceu: Florência se curou, a capela foi construída e a imagem encomendada  na Bahia. ( Provisoriamente colocaram na Igreja uma pequena imagem da Santa; a original só chegaria a cidade  anos mais tarde, depois da morte de Florência, e está lá até hoje). Ao lado da capela, aos poucos foi se formando um povoado. Florência então pediu ao marido que doasse uma gleba de terras a favor da Igreja, para que o pároco vendesse a quem interessasse ali residir, ficando o dinheiro para as obras de um novo templo. Começava a nascer a Vila do Belém do Descalvado. Em 10 de novembro de 1842, Florência e José Ferreira, em cartório da cidade de Rio Claro, passaram escritura definitiva de suas terras. Descalvado nascia oficialmente. Com a denominação, a Câmara paga uma dívida de 162 anos para com Florência Maria de Jesus. José Ferreira da Silva já havia sido homenageado, é nome de rua e de um dos mais tradicionais estabelecimentos de ensino. Florência estava esquecida, hoje denomina uma pequena praça, que coincidentemente fica bem próxima ao local onde residiu no início de nossos tempos.”

FLORENTINO CEREDA - RUA - BAIRRO SÃO SEBASTIÃO - comerciante

FLORES - AVENIDA - PARQUE MORADA DO SOL

FLORIANO FERRAZ DE CAMARGO (DR.) RUA – JARDIM RICARDO CESAR – Lei 1.934 de 03 de dezembro de 1.999 no vereador Luciano Laurindo Feliciano. Foi dentista do Grupo Escolar Coronel Tobias.

FRANCISCO ANTONIO  DE SOUZA QUEIROZ FILHO (DR.) - RUA - BAIRRO SÃO SEBASTIÃO - Primeiro Presidente da Câmara Municipal. Durante o Império a Câmara Municipal de cada comuna do Brasil, enfeixava em si, os poderes Executivo e Legislativo. Renovava-se, a Câmara, cada triênio. Dos seus integrantes, o mais votado de todos, por direito, tornava-se o Presidente da Câmara, e, como tal, o Chefe do Executivo. Descalvado elegeu a sua primeira Câmara Municipal em 1865, empossando-se a mesma em 1º de janeiro de 1866, tal o determinava a lei do tempo. Nas eleições para a formação de nosso primeiro Legislativo, alcançou a maior votação o Dr. Francisco Antônio de Souza Queiroz Filho e que, por isso mesmo, passou a ser o Presidente da Câmara e o Chefe do Executivo. O Dr. Francisco Antônio de Souza Queiroz Filho nasceu na capital da Província. Formou-se em 1857, em C